artropatia de charcot

Artropatia de Charcot: diagnóstico e tratamentos

A Artropatia de charcot é muito conhecida por pacientes com diabetes. A doença é caracterizada pela destruição progressiva dos ossos e tecidos das articulações dos pés e tornozelos. Na sua forma mais severa, a doença pode causar alterações significativas na arquitetura óssea e até mesmo a amputação.

A Artropatia de Charcot pode ocorrer em qualquer articulação, no entanto, ocorre mais comumente nos membros inferiores, ou seja, no pé e no tornozelo. Por isso, elaborei este artigo para informar um pouco mais sobre o assunto, mostrando como é o diagnóstico e quais são os tipos de tratamento existentes.

Como é o diagnóstico da Artropatia de Charcot?

As manifestações iniciais da Artropatia de Charcot são frequentemente leves por natureza, mas podem se tornar muito mais graves, causando traumas diversos nos membros inferiores do paciente. Se não forem percebidos, pode haver a necessidade de amputação do membro, nos casos mais severos. 

Devido à própria falta de sensibilidade gerada pela doença, fica difícil um diagnóstico preciso no início. Os sinais que revelam a Artropatia de Charcot incluem edemas nos pés, sensação de calor e vermelhidão. Pode haver dor e desconforto leves a moderados. No entanto, a característica da doença é a falta de sensibilidade, causada pela destruição dos nervos sensoriais. 

A inflamação local é frequentemente o primeiro sinal de lesão óssea e articular. Este quadro clínico inicial se assemelha à celulite, à trombose venosa profunda ou à gota aguda. O problema pode ser confundido com um desses distúrbios, inclusive. Na maioria das vezes, há um diferencial de temperatura entre os dois pés em vários graus. 

Como é o tratamento?

Infelizmente, tratar a Artropatia de Charcot pode levar meses. Por isso, é importante aliviar as dores no pé lesionado, enquanto dura o tratamento. Tudo para que o paciente não sinta tanta dor ou desconforto durantes os dias que se seguem.

Tratamento sem cirurgia

O médico geralmente colocará um molde nos pés do paciente. Isso protege e impede que o pé se mova, provocando dor e agravando o quadro. Nos próximos 2 ou 3 meses, o especialista faz a mudança do molde por diversas vezes, à medida em que o inchaço diminui. 

Pode ser necessário o uso de muletas, cadeira de rodas ou andador para se locomover. Depois que o médico tirar o último molde, o paciente usará sapatos prescritos exclusivamente para que se ajustem aos pés adequadamente. 

Eles aliviam os pontos de pressão, que podem causar ferimentos. Juntamente a isso, o médico pode orientar algumas mudanças no dia a dia para que não seja exigido muito dos seus pés. 

Tratamento cirúrgico

A cirurgia para o tratamento da Artropatia de Charcot só é recomendada, caso as lesões provoquem a instabilidade dos pés, ou quando é impossível usar sapatos e andar normalmente. Uma ferida grave também pode levar à cirurgia. Durante a operação, o cirurgião pode realinhar ou fundir os ossos para tornar o pé mais estável. Ele também pode “lixar” os ossos afiados, que podem cortar a pele e causar feridas.

Por fim, estimuladores elétricos de crescimento ósseo de corrente contínua têm sido usados ​​especificamente em pacientes com Artropatia de Charcot. Eles são clinicamente testados para promover a cicatrização de fraturas, na fase aguda da doença. Embora esses estímulos sejam promissores, tal método deve ser utilizado como complemento aos tratamentos mencionados acima.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ortopedista em São Luís!

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Posted by Dr. Henrique Rios