Dr. Henrique Rios

Como é a cirurgia para fratura do antebraço e possíveis complicações?

Como é a cirurgia para fratura do antebraço e possíveis complicações?

A fratura no antebraço é uma condição relativamente comum, que pode ocorrer como consequência de quedas, golpes diretos, acidentes de automóveis ou motocicletas. Geralmente, esse tipo de fratura demanda cirurgia, especialmente se houver quebra da ulna e do rádio, os dois ossos que compõem o antebraço. A cirurgia para fratura do antebraço pode ser a melhor opção de tratamento. O procedimento cirúrgico também é recomendado nos casos de fratura exposta, quando os fragmentos ósseos chegam a atravessar a pele. A cirurgia entra em cena para reposicionar os ossos, evitar infecções e possibilitar uma reabilitação completa no futuro, de modo que a mobilidade do paciente seja preservada. Quer entender como funciona a cirurgia para tratar a fratura de antebraço e quais são as possíveis complicações do procedimento? Então continue a leitura e saiba mais!

Antes da cirurgia

O tratamento de fraturas no antebraço segue um princípio básico: as partes dos ossos quebrados precisam ser colocadas de volta na posição original. Isso impede que elas saiam novamente do lugar até estarem completamente curadas. Sendo assim, antes mesmo da realização da cirurgia, é necessário estabilizar e imobilizar os ossos. Na emergência hospitalar, o médico pode adotar técnicas específicas para realinhar temporariamente os ossos e também poderá prescrever medicação para o controle da dor. Além disso, a tala é recomendada para limitar a movimentação e impedir maiores danos a articulações, nervos, tecidos e vasos sanguíneos da região. Quando há fratura exposta, a cirurgia normalmente é feita o quanto antes, por conta do risco aumentado de infecção. Nesse caso, o paciente toma antibióticos para reduzir as chances de complicações. Se os ossos não chegarem a romper a pele, pode ser recomendável aguardar a redução do inchaço, sempre monitorando a evolução da fratura.

A cirurgia para fratura do antebraço

A cirurgia visa fixar os ossos na posição anatomicamente adequada. O procedimento pode ser feito com a fixação interna, por meio de parafusos e placas de metal. Essa é a forma mais simples e eficaz de promover o reparo cirúrgico de fraturas no antebraço. A fixação interna consiste em manter os parafusos e as placas especiais junto aos fragmentos ósseos, permitindo que uma haste metálica seja introduzida no espaço medular no centro do osso para uni-los. Caso o osso e a pele estejam fortemente danificados, as grandes incisões, bem como o uso de parafusos e placas, podem causar ferimentos ainda maiores. Nesse caso, é indicado recorrer à fixação externa, que se baseia na utilização de pinos e parafusos colocados acima e abaixo do local da fratura, sendo presos a uma estrutura fora da pele.

Complicações

Assim como qualquer procedimento cirúrgico, o risco de complicações existe para a cirurgia para fratura do antebraço. Os fragmentos ósseos mais pontiagudos e afiados podem cortar nervos e vasos sanguíneos adjacentes. Além disso, pode ocorrer sangramento excessivo, inchaço, comprometimento da mobilidade, alteração de sensibilidade e prejuízos circulatórios. Mesmo com a adequada assepsia cirúrgica, há o risco de infecções ósseas. A relação de risco-benefício deve ser sempre analisada, considerando-se fatores como o estado clínico, gravidade da fratura, idade do paciente etc. Escolher uma equipe qualificada aumenta – e muito – a segurança do procedimento e as chances de sucesso da operação. Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ortopedista em São Luís!
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Fratura no antebraço: sintomas, causas e tratamentos

Fratura no antebraço: sintomas, causas e tratamentos

O antebraço é a parte do membro superior que vai desde o cotovelo até o punho. O principal movimento primário do antebraço é a rotação, que confere a capacidade de virar as palmas das mãos em diferentes direções. Vale destacar que o antebraço é composto por dois ossos: a ulna e o rádio. Em boa parte dos casos, quando ocorre fratura de antebraço, ambos os ossos sofrem danos. As fraturas nessa região do corpo são relativamente comuns e podem ocorrer na extremidade mais distante do osso, no meio do antebraço ou perto do cotovelo. Independentemente da área fraturada, tal condição gera bastante desconforto e demanda tratamento adequado. Quer entender melhor esse tipo de fratura? Conheça os principais sintomas, causas e tratamentos.

Sintomas da fratura

Normalmente, a fratura no antebraço gera dor imediata. Se não bastasse, como esse tipo de fratura costuma envolver os dois ossos, pode ocorrer uma deformidade bastante visível na região, a ponto de o braço afetado parecer dobrado ou mais curto do que o braço íntegro. Outros sintomas possíveis são inchaço, contusão, impossibilidade de girar o braço, fraqueza e dormência no punho.

Causas

As fraturas de antebraço podem ocorrer de diferentes formas, em situações distintas. O osso pode se partir ligeiramente ou, até mesmo, se quebrar em vários pedaços. Os fragmentos ósseos podem sair do lugar ou permanecer alinhados. Não existe um padrão. Em determinados casos, o osso se rompe de modo tão severo que os fragmentos chegam a se projetar através da pele, o que provoca até mesmo o risco de infecção. As causas mais comuns para que as fraturas de antebraço aconteçam são as quedas com o braço estendido, geralmente durante a prática esportiva, acidentes de automóvel ou motocicleta, além de golpes diretos.

Tratamentos para a fratura no antebraço

O tratamento depende, primeiramente, do diagnóstico diferencial. Para diagnosticar a condição, o médico avalia as circunstâncias da lesão, se houve queda, de que altura foi essa queda, quais os sintomas se apresentaram depois do ocorrido etc. Feito isso, é necessário fazer exame físico detalhado, além de uma radiografia. Confirmada a fratura no antebraço, o tratamento deve ser prescrito e iniciado. O tratamento imediato inclui a imobilização e a estabilização do braço, pois os pedaços de ossos quebrados devem ser reposicionados e impedidos de sair do lugar até que a recuperação seja concluída. De modo geral, quando apenas um dos ossos se quebra, a condição pode ser tratada sem a necessidade de cirurgia. O especialista avaliará a evolução do quadro. Na maioria dos casos, entretanto, o procedimento cirúrgico é fundamental para corrigir o problema. Se os dois ossos estão quebrados ou se os fragmentos ósseos perfuram a pele, deixando a fratura exposta, realmente é preciso operar dentro de pouco tempo. Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ortopedista em São Luís!
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O que é doença de Kienbock?

O que é doença de Kienbock?

A doença de Kienbock é uma condição rara, caracterizada por um processo de necrose avascular no osso semilunar do carpo, em decorrência do déficit de suprimento sanguíneo. Em outras palavras, nessa enfermidade, um dos pequenos ossos do punho não recebe a adequada quantidade de sangue e, por isso, começa a deteriorar. Essa doença pode atingir pessoas em qualquer faixa-etária, entretanto, é mais comum entre indivíduos de 20 a 40 anos de idade. Além disso, a  incidência é maior em homens, embora também possa acometer mulheres. Essa alteração normalmente é unilateral, e pode desencadear sintomas como dor constante no punho e dificuldade para abrir e fechar as mãos. Para saber um pouco mais sobre essa doença, continue a leitura e fique por dentro do assunto!

Quais são os estágios da doença de Kienbock?

A doença de Kienbock é degenerativa e costuma se agravar sem o tratamento adequado. No estágio 1, a principal característica é a falta de circulação para o osso. No estágio 2, o osso semilunar tende a ficar mais rígido por conta da falta de circulação sanguínea. No estágio 3, o osso semilunar começa a quebrar, e vários fragmentos podem ocupar a região do punho. Além disso, costuma ocorrer mudança na posição de outros ossos adjacentes. Já no estágio 4, os pedaços do osso quebrado provocam a deterioração dos ossos em volta, provocando artrite no punho. Como a dor causada pela doença de Kienbock é frequentemente confundida com a síndrome do túnel do carpo, é preciso buscar o diagnóstico diferencial com um ortopedista de confiança. Independentemente do estágio, a radiografia é o exame utilizado para confirmar ou descartar a condição. A ressonância magnética também pode ser útil para  avaliar a evolução do quadro e a extensão da doença.

Como tratar essa doença

Embora não exista cura definitiva para essa enfermidade, há maneiras eficientes de tratar a doença de Kienbock e amenizar os sintomas. A abordagem terapêutica depende do estágio, mas pode incluir medidas como o uso de medicamentos. Os anti-inflamatórios, por exemplo, reduzem o inchaço ao redor do osso semilunar, diminuem a pressão local e controlam a dor. Outra medida paliativa consiste na imobilização temporária do punho para evitar a sobrecarga e a inflamação geradas pela movimentação excessiva, o que também alivia a dor. Caso necessário, o ortopedista indicará a fisioterapia em momento posterior, pois determinados exercícios de alongamento aumentam o conforto e melhoram a mobilidade do punho. Nos casos mais avançados e que não melhoram com terapias conservadoras e não invasivas, a cirurgia entra em cena para tratar a doença. O procedimento cirúrgico pode ter diferentes finalidades, como o reposicionamento dos ossos da articulação do punho, a retirada do osso semilunar e de seus fragmentos ou da fusão dos ossos do punho. A técnica específica deverá ser escolhida de acordo com cada quadro. Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ortopedista em São Luís!
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Artrite nas mãos: sintomas, causas e tratamentos

Artrite nas mãos: sintomas, causas e tratamentos

A artrite é uma doença crônica que pode ser muito debilitante. Ela é uma condição caracterizada pelo processo inflamatório de pequenas articulações, como as dos pés e das mãos. A artrite nas mãos pode interferir diretamente no revestimento das estruturas articulatórias, gerando manifestações como erosão óssea, deformidade articular e inchaço doloroso. Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia, a artrite acomete aproximadamente 1% da população mundial e pode se manifestar em pessoas de todas as idades, desde crianças até idosos. A incidência é maior no público feminino e acredita-se que isso se deva aos hormônios, uma vez que o estrogênio tem a capacidade de gerar alterações no sistema imune. Entretanto, ainda não há um consenso acerca dessa justificativa. Continue a leitura do artigo e conheça os principais sintomas, as causas e os tratamentos dessa enfermidade. Boa leitura e ótimo aprendizado para você!

Causas

A artrite é uma doença autoimune, ou seja, um desajuste que faz com que o próprio sistema imunológico ataque tecidos e células saudáveis por engano. Vários aspectos podem ter influência no desenvolvimento da artrite, mas o histórico familiar é o que tem o maior peso. Além dos fatores genéticos, a artrite nas mãos pode estar relacionada a infecções virais e bacterianas, tabagismo, exposição a poluentes como a sílica, obesidade e sedentarismo.

Sintomas de artrite nas mãos

Os principais sintomas da artrite nas mãos consistem em dor nas articulações dos dedos, inchaço local, aumento da temperatura no local, rigidez matinal, nódulos sob a pele, dificuldade para movimentar a mão, fadiga e febre. Aos poucos, além de sentirem fortes dores, os pacientes com artrite nas mãos podem apresentar dificuldades para manusear objetos e fazer movimentos simples, como o movimento de pinça. Em alguns casos, além dos típicos problemas nas juntas, a artrite pode afetar outras regiões do corpo, tais como olhos, pele, pulmão e vasos sanguíneos. É importante ressaltar que os períodos de atividade mais intensa da doença (crises) são alternados com períodos mais amenos (remissão relativa) em que os sintomas diminuem ou desaparecem temporariamente.

Tratamentos

O primeiro passo para tratar a artrite é buscar ajuda médica para confirmar o diagnóstico e iniciar a abordagem terapêutica adequada. Ao perceber sintomas como dor, inchaço e rigidez nas articulações, procure o ortopedista. Além de avaliar as manifestações relatadas pelo paciente, o especialista fará um exame físico detalhado para verificar nível de dor, inchaço, temperatura, presença de nódulos e outros indícios de inflamação. Além disso, o profissional levará em consideração fatores como a idade, o histórico familiar, entre outros. Para complementar a investigação, devem ser feitos exames de sangue e de imagem. Confirmada a doença, o tratamento deve ser definido e iniciado. Por ser uma condição crônica, não há cura. Entretanto, existe controle para a artrite, proporcionando assim maior qualidade de vida aos pacientes. O tratamento pode envolver a prática de atividades físicas, fisioterapia, uso de medicação para alívio dos sintomas, adoção de alimentação saudável e, principalmente, o acompanhamento médico regular. Quando essas medidas conservadoras não são suficientes para retardar ou prevenir o dano articular, pode-se cogitar a realização de cirurgia para reparar as articulações atingidas. Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ortopedista em São Luís!
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Artrite no pé e tornozelo: sintomas, causas e tratamentos

Artrite no pé e tornozelo: sintomas, causas e tratamentos

A artrite é resultado de um processo inflamatório em uma ou mais articulações do corpo. Ela pode atingir diferentes regiões, tanto que há mais de 100 formas de artrite, sendo que todas elas podem gerar desconforto e comprometer a mobilidade. Vale destacar que a artrite é bastante comum em pequenas estruturas articulares, como artrite no pé e tornozelo. Enquanto nos movimentamos, pé e tornozelo fornecem suporte ao nosso peso, absorvem impactos e permitem o equilíbrio do corpo. Mais do que isso, os ossos e as articulações da região possibilitam uma ampla gama de movimentos, os quais podem ser prejudicados pela artrite. Quer conhecer mais detalhes sobre a artrite de pé e tornozelo? Confira no artigo os principais sintomas, as causas e os tratamentos indicados.

Sintomas

Os sintomas da artrite no pé e tornozelo variam conforme a articulação afetada, mas, de modo geral, a condição é marcada por dor e inflamação. A dor pode se intensificar com o movimento, especialmente com atividades vigorosas. Ocorre, normalmente, o inchaço nas articulações, além de calor e vermelhidão local. Para completar, a pessoa pode apresentar dificuldade para caminhar e suportar o peso corporal.

Causas

Para entender as causas da artrite, antes é importante saber como tal condição inflamatória é classificada. Os principais tipos de artrite são a osteoartrite, a artrite reumatoide e a artrite pós-traumática. A osteoartrite, também chamada de artrite degenerativa, é um problema mais comum em pessoas a partir dos 40 anos de idade, embora possa atingir indivíduos mais jovens. Ela é caracterizada pelo desgaste ósseo e pode estar relacionada a fatores como envelhecimento natural, obesidade e histórico familiar. A artrite reumatoide, por sua vez, é uma doença autoimune, isto é, uma enfermidade na qual o próprio sistema imunológico ataca os tecidos. Assim, ossos e cartilagens do tornozelo sofrem danos, além de tendões e ligamentos. Essa condição pode provocar deformidade e comprometimento articular grave. A causa exata não é conhecida, mas a doença pode estar associada a aspectos genéticos, infecções e fatores ambientais que funcionam como gatilho. Já a artrite pós-traumática se desenvolve depois de uma lesão no tornozelo ou no pé, seja uma luxação ou fratura que danifica a superfície articular. Esse tipo de artrite, assim como os outros, gera inflamação e desgaste nas articulações. Estudos revelam que uma pessoa com lesão articular prévia tem sete vezes mais chances de desenvolver artrite na articulação lesionada.

Tratamentos para a artrite no pé e tornozelo

Embora não exista cura definitiva para a artrite , há maneiras de tratar a condição para evitar o seu avanço e aliviar os sintomas, proporcionando maior qualidade de vida. Com o tratamento certo, o paciente pode controlar a dor, reduzir as limitações e permanecer ativo. O tratamento inicial costuma ser conservador e não invasivo. Ele inclui  modificações no estilo de vida, como redução das atividades que agravam os sintomas, principalmente exercícios de alto impacto. A manutenção do peso saudável também ajuda a reduzir o estresse das articulações, diminuindo a dor e melhorando o funcionamento de pé e tornozelo. Fisioterapia também é um recurso útil para aumentar a amplitude dos movimentos e melhorar a flexibilidade, além de fortalecer os músculos. Os resultados da fisioterapia devem ser discutidos com o médico, pois, em alguns casos, em vez de contribuir para o tratamento da artrite, as dores articulares podem se intensificar. Em determinadas situações, o uso de palmilhas, calçados ortopédicos, bengalas e outras órteses pode ser recomendado, assim como a utilização de medicação anti-inflamatória para controlar o inchaço e a sensação dolorosa. Em quadros graves, quando a dor chega a ser persistente e incapacitante, depois de tentar as primeiras opções terapêuticas, pode haver indicação cirúrgica para remoção de cartilagens soltas, tecido sinovial inflamado e esporões ósseos. Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ortopedista em São Luís!
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Como é a reabilitação após uma fratura no tornozelo?

Como é a reabilitação após uma fratura no tornozelo?

As fraturas de tornozelo são frequentes, sobretudo, em quem pratica esportes de contato, salto e corrida. Vale acrescentar que a articulação do tornozelo é formada por tíbia e fíbula. A tíbia é o osso principal localizado na parte inferior da perna, enquanto a fíbula é o menor osso da perna, localizado no lado externo. A fratura no tornozelo acontece justamente quando há o rompimento de um ou dos dois ossos. Alguns fatores de risco aumentam a propensão às fraturas de tornozelo, entre elas, merecem destaque a redução da massa muscular, a osteoporose, a falta de controle muscular e o desequilíbrio, o que eleva as chances de uma pessoa cair. Qualquer fratura de tornozelo pode causar danos funcionais aos ligamentos que suportam a articulação da região, impactando diretamente a mobilidade e a estabilidade. Não importa se a fratura é decorrente de queda, golpe, torção ou choque. O fato é que ter o tornozelo fraturado pode trazer consequências desagradáveis, como dor aguda, hipersensibilidade local, edema e dificuldade de locomoção. A boa notícia é que tal condição pode ser tratada. Confira neste artigo como é processo de reabilitação após uma fratura no tornozelo.

Diagnóstico da fratura no tornozelo

Antes de iniciar a reabilitação, é necessário confirmar se realmente houve uma fratura de tornozelo. O médico analisará os sintomas relatados pelo paciente e buscará informações sobre as circunstâncias da lesão, ou seja, como ela ocorreu. Um exame físico com palpação deve ser feito e, para confirmar o diagnóstico, radiografia ou ressonância magnética podem ser solicitados.

Tratamento

O tratamento específico para a fratura de tornozelo dependerá da gravidade da lesão. A abordagem terapêutica pode incluir, em um primeiro momento, a imobilização dos ossos, mantendo-os juntos enquanto se curam. Para tanto, o uso de gesso ou calçados ortopédicos é indicado. No caso de lesões mais graves, é importante colocar os fragmentos ósseos no lugar por meio de cirurgia. O procedimento cirúrgico envolve a fixação de placa de metal e/ou parafusos para estabilizar os ossos. Durante o tratamento, o ortopedista pode orientar o uso de medicamentos para aliviar a dor. A automedicação é completamente contraindicada, pois somente o profissional pode indicar – de maneira segura – o tipo de fármaco, dosagem e duração do tratamento.

Reabilitação e exercícios

A fisioterapia pode ser útil para promover o conforto, melhorar a mobilidade e aliviar as dores articulares, desde que seja recomendada pelo ortopedista que acompanha o quadro. Jamais o paciente deve buscar o fisioterapeuta por conta própria, pois as sessões devem ser iniciadas no momento certo, com liberação médica. Além do trabalho fisioterápico, quando o médico perceber que o paciente está pronto, deve-se iniciar uma rotina de leves exercícios, de modo que isso favoreça a amplitude dos movimentos e fortaleça os ossos. O paciente não deve voltar às práticas esportivas intensas antes que o ortopedista se certifique de que o tornozelo está curado e que tanto a movimentação quanto a força muscular estão restabelecidos. O período de cicatrização deve durar entre seis a oito semanas. Entretanto, a plena recuperação demora mais alguns meses. Para prevenir novas lesões, é importante adotar uma dieta rica em cálcio e vitamina D, fortalecer os ossos e músculos com exercícios específicos, além de evitar situações que aumentem o risco de lesão. Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ortopedista em São Luís!
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Pé chato no adulto: entenda por que ocorre essa alteração

Pé chato no adulto: entenda por que ocorre essa alteração

O pé chato é uma alteração muito comum em crianças, sendo um dos casos mais recorrentes nos consultórios pediátricos. Normalmente, esse problema é tratado e solucionado ainda na infância. Contudo, existem quadros em que, mesmo na fase adulta, o problema persiste.

Esse conteúdo vai tratar sobre as causas desse distúrbio, passando pelos sintomas, sem deixar de explicar o que é e por que ocorre essa alteração. Continue a leitura e saiba tudo sobre o assunto.

O que é pé chato?

O pé plano, como também é conhecido, é uma anomalia que afeta o formato dos pés. Pacientes com essa patologia apresentam uma redução do arco plantar no desenho dos pés, fazendo com que, ao ficar de pé, eles encostem no chão por completo.

Grande parte dos bebês nascem com esse problema, pois, nessa fase, os pés possuem uma quantidade maior de gordura, dando a impressão de que o arco ainda não se desenvolveu. Com o passar dos anos, a correção pode ocorrer naturalmente ou por resultado de alguns tratamentos.

Porém, há casos em que não ocorrem a correção desta deformidade, permanecendo até a vida adulta do paciente. Nessas situações, as causas estão associadas a outros problemas mais complexos.

Quais as causas do pé plano?

Existem muitas condições de saúde que podem acarretar na alteração no formato dos pés. A causa mais comum é a disfunção do tendão tibial posterior, que ocorre quando há uma inflamação ou rompimento desse ligamento.

O tendão tibial posterior é o responsável por fixar o músculo da panturrilha aos ossos internos do pé, segurando e o apoiando enquanto você anda. Esse tipo de problema ocorre, principalmente, com mulheres e atletas de alto rendimento.

Outra possível causa é a artrite que afeta a cartilagem das articulações e os ligamentos que suportam os pés. É um dos casos que traz mais dor ao paciente. As lesões nos pés causadas pelo diabetes, também ocasionam o pé chato. Essa pode ser considerada uma das causas mais graves, pois os pacientes não sentem dor quando há o colapso do arco.

Nesses casos, os ligamentos não conseguem segurar os ossos. Assim, eles podem sofrer uma fratura e se desintegrar, promovendo uma deformação severa dos pés e dificultando a correção por meio de uma cirurgia.

Uma outra hipótese de causa são as lesões nos ligamentos que produzem o desalinhamento das articulações. Como os ligamentos sustentam os ossos, se eles se rompem os pés ficam planos e doloridos. As fraturas ou luxações nos ossos do meio do pé também são consideradas causas dessa deformidade.

Quais são os sintomas?

Os sintomas irão variar conforme as causas do problema. Contudo, alguns sinais são comuns na maioria dos casos, como:

  • dor no tendão tibial posterior com inchaço no tornozelo;
  • sentir dor ao praticar atividades físicas, como corrida, ou até dificuldade de permanecer em pé;
  • dor no lado externo do tornozelo em razão de uma pressão na fíbula;
  • dormência e formigamento na parte superior e nos dedos dos pés;
  • formação de uma protuberância na parte inferior do pé – principal sintoma para os diabéticos, pois não sentem a dor provocada pela deformidade.

Como você percebeu, o pé chato pode ser causado por diversos distúrbios. Acredito que esse texto tenha ajudado a melhorar o seu entendimento sobre o problema.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ortopedista em São Luís!

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Displasia no quadril: causas e tratamentos

Displasia no quadril: causas e tratamentos

A displasia no quadril é uma patologia congênita que precisa ser observada e tratada de forma mais breve possível. Quando há um diagnóstico tardio, os tratamentos são mais complexos e os riscos para o paciente são maiores.

Nunca havia lido sobre esse problema? Pois é, muitos não conhecem a displasia. Para combater a desinformação e fazer com que você entenda mais sobre essa patologia, preparei esse texto sobre o assunto.

O que é displasia no quadril?

A displasia do desenvolvimento do quadril (DDQ) ou luxação congênita, como é conhecida, é uma enfermidade que afeta aos recém-nascidos e ocasionada por uma má formação das estruturas ósseas.

Ela se caracteriza pela perda do contato da cabeça do fêmur com o acetábulo durante o parto do bebê. Essa má formação prejudica a estabilidade das articulações e pode parecer que o quadril do indivíduo está “solto” (displásico).

Esse problema ocorre em um a cada 60 nascimentos, sendo mais recorrente em meninas de cor branca. Outros fatores de risco são o histórico familiar, malformações na coluna ou nos pés do bebê ou se for o primeiro parto da mãe.

Quais são as causas da alteração óssea?

As causas da displasia no quadril ainda não são conhecidas. O que já se comprovou em estudos é que os bebês que permanecem sentados durante toda a gestação são os mais propensos ao distúrbio. Outra possibilidade de causa são os fatores hereditários.

Quando não há o diagnóstico precoce, as crianças podem apresentar uma marcha incorreta ao andar em razão da limitação de movimentos ocasionada pelo quadril deslocado. A luxação congênita pode ser típica ou teratológica. 

O tipo típica é decorrente de uma frouxidão que ocorre no parto e, por isso, é mais comum em bebês de mães que realizaram o primeiro parto. Já a luxação teratológica ocorre ainda dentro do útero, nos primeiros meses de vida intrauterina do bebê. 

Quais são os tratamentos?

A fisioterapia é um dos melhores tratamentos para a DDQ, pois auxilia na melhora da funcionalidade e da qualidade de vida do paciente. O tratamento se inicia com a isometria dos músculos inferiores e do tronco. Posteriormente, são realizadas mobilizações combinadas com fortalecimento muscular e reeducação da marcha.

O treinamento de marcha é realizado com os membros inferiores alinhados. O fortalecimento muscular melhora a biomecânica do corpo. Além disso, a fisioterapia também pode ser realizada no pós-operatório com o objetivo de recuperar as funções do quadril e prevenir novos distúrbios e lesões.

Quando a patologia é descoberta logo após o nascimento, o bebê pode iniciar o tratamento com suspensório de Pavlik pelo período de três a seis meses. Caso o diagnóstico seja mais tardio, a opção será a colocação de um gesso que vai do tórax até os pés.

Se a displasia for percebida quando a criança já começou a andar, o tratamento mais adequado será a cirurgia que pode ser uma osteotomia pélvica ou uma artroplastia total de quadril. 

Quando o diagnóstico é confirmado após alguns anos de idade, apenas a cirurgia pode ser eficiente. Contudo, existem o risco de complicações. Uma perna pode ficar maior do que a outra e pode ocorrer o desenvolvimento de artrose no quadril.

Por isso, para evitar a displasia no quadril é importante estar atento aos exames de pré-natal e manter o acompanhamento médico.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ortopedista em São Luís!

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O que é displasia no quadril da criança ou adolescente?

O que é displasia no quadril da criança ou adolescente?

A luxação congênita ou displasia no quadril é uma doença que deve ser diagnosticada e tratada o mais breve possível. Crianças e adolescentes que sofrem com esse distúrbio enfrentam diversas dificuldades em sua rotina.

O que é displasia no quadril?

A displasia do desenvolvimento do quadril (DDQ), como é conhecida, é uma patologia adquirida ainda na fase intra-uterina, durante a gestação. Ela se caracteriza pela má formação óssea, quando não há o contato da cabeça do fêmur com o acetábulo.

Essa má formação afeta a estabilidade das articulações e pode parecer que o quadril do indivíduo está “solto” (displásico).

É um distúrbio que pode ser considerado comum, pois ocorre em um a cada 60 nascimentos. Os principais fatores de risco são o histórico familiar, bebês do sexo feminino, malformações na coluna ou nos pés do bebê, cor branca ou primeiro parto da mãe.

Como a displasia afeta a vida da criança ou do adolescente?

A dificuldade que mais afeta a autoestima da criança ou do adolescente é a limitação de movimentos dos membros inferiores ao andar. A característica mais comum de pacientes de displasia são os episódios de claudicação (mancar) que ocorrem, principalmente, nos momentos de dor.

Além disso, a dor crônica também é um obstáculo a ser enfrentado. Ela pode ser maior quando o paciente realiza um esforço excessivo, como uma caminhada longa, ou por permanecer muito tempo sentado.

Quais são as causas do distúrbio?

Existem diversas doenças que podem causar anomalias no quadril, as principais são a DDQ, a epifisiólise, a doença de Legg-Calvé-Perthes e as sequelas pós-infecciosas (artrite séptica). Para obter o diagnóstico correto, é importante conhecer o histórico familiar no que se refere às patologias.

Ainda não há uma comprovação da causa original da displasia, mas já se sabe que os bebês que permanecem sentados dentro do útero durante toda a gestação estão mais propensos ao distúrbio. Outra hipótese aceita na comunidade médica é a hereditariedade.

Quais são os tratamentos?

O tratamento consiste em atrasar ou prevenir a osteoartrite, mantendo a articulação do quadril natural durante o maior tempo possível. Quando a patologia é descoberta logo após o nascimento, o bebê pode iniciar o tratamento com suspensório de Pavlik, ou, se for confirmado um pouco mais tarde, a colocação de gesso é uma alternativa.

Quando o quadro é considerado leve, pode ser recomendado apenas o monitoramento da condição do quadril. Para quadros moderados, além do uso de anti-inflamatórios não esteroides para aliviar a dor, a fisioterapia também é indicada.

O tratamento cirúrgico é considerado nos casos mais graves da doença, quando o paciente já está sofrendo com dor aguda em razão dos danos causados à cartilagem articular. A cirurgia mais realizada é a osteotomia que é um “corte no osso” para que o acetábulo ou o fêmur sejam redimensionados. 

Outra possibilidade cirúrgica é a artroscopia, que consiste na inserção de uma câmera na articulação para realizar a reparação de uma estrutura fibrocartilaginosa chamada de labrum.

Para evitar a displasia no quadril da criança ou do adolescente é importante estar atento aos exames de pré-natal e manter o acompanhamento médico.Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ortopedista em São Luís!

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Dor no joelho do adolescente: causas e tratamentos

Dor no joelho do adolescente: causas e tratamentos

Um distúrbio muito comum em adolescentes é a sensação de dor no joelho, principalmente nos casos de jovens esportistas. Apesar de desagradável, não necessariamente esse sintoma é um indicativo de algum problema grave.

Contudo, sabemos que qualquer incômodo em nossos filhos nos causa preocupação. Por isso, preparei esse texto com tudo o que você precisa saber sobre o assunto e sobre o que fazer diante dessa situação.

Por que ocorre a dor no joelho do adolescente?

Um adolescente que tenha o hábito de praticar atividades físicas e, repentinamente, sinta dor na região da patela pode precisar reduzir o esforço físico dedicado para essa prática.

O joelho é a maior articulação do corpo e integra o sistema  musculoesquelético. Em sua composição estão as cartilagens, os ligamentos e os ossos. Os ossos são o fêmur (que fica na coxa), a tíbia (localizada na frente da perna), a fíbula (na parte interna do joelho) e a patela (parte frontal do joelho).

O bom funcionamento do joelho pode ser interrompido por uma lesão, um desgaste ou por uma doença. O principal sintoma de todas essas causas é a dor. A dor pode ser traumática, quando decorre de uma queda ou um acidente, ou degenerativa, quando causada por uma doença, como a artrose.

Os principais fatores que podem estar relacionados ao problema são:

  • Desequilíbrio dos músculos da coxa;
  • Redução da flexibilidade com encurtamento muscular;
  • Técnica inadequada utilizada na atividade física;
  • Uso inadequado de equipamentos para exercícios físicos;
  • Rotina excessiva de treinamentos.

Outras causas possíveis da dor no joelho em pessoas jovens são a ocorrência de processos inflamatórios oriundas de doenças autoimunes, como a artrite reumatóide, a espondiloartrite e o lúpus. O sintoma também pode ser decorrentes de um desgaste da articulação, desalinhamento dos joelhos ou em função do sobrepeso.

A avaliação de um ortopedista é imprescindível para que a causa seja diagnosticada.

Quais são os tratamentos existentes?

Para realizar o tratamento, o ortopedista realizará um exame ortopédico. Esse exame auxilia no diagnóstico da causa da dor. O profissional irá analisar o alinhamento dos membros inferiores, a estabilidade, a flexibilidade, a pisada e o formato do pé. O especialista também pode realizar testes de força.

Os quadros mais simples são tratados através de repouso, compressas de gelo, uso de analgésicos e realização de exercícios leves. O gelo promove o alívio do inchaço e da inflamação. O repouso ajuda a reduzir a pressão sobre o joelho.

Os exercícios são realizados após a redução dos sintomas, da dor e do inchaço. Eles são necessários para que o adolescente recupere a força, mobilidade e a potência muscular.  O treinamento consiste na execução de exercícios para amplitude de movimento, força, resistência, agilidade e coordenação.

O procedimento cirúrgico é uma alternativa apenas nos casos em que a lesão apresenta maior gravidade. As cirurgias mais comuns são a artroscopia, a reconstrução do ligamento cruzado anterior, a osteotomia ou até a substituição por uma prótese total ou parcial do joelho.

Apesar do que as pessoas imaginam, a dor no joelho não acomete apenas os mais velhos. Grande parte da população jovem, abaixo dos 20 anos de idade, já sofreu com o problema. 

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ortopedista em São Luís!

Posted by Dr. Henrique Rios in Todos