Dr. Henrique Rios

Corrida de rua: cuide dos seus ossos para correr melhor!

Corrida de rua: cuide dos seus ossos para correr melhor!

Não importa a idade: a prática de exercícios físicos sempre será recomendada e, juntamente com ela, uma série de cuidados para que o corpo jamais venha a sofrer o desgaste provocado por sedentarismo, exageros e outros males à saúde.

Para se ter uma ideia, um grupo de pesquisadores da Universidade de Cambridge descobriu, ao analisar os ossos de trabalhadores de sete e seis mil anos atrás, uma grande diferença na rigidez e robustez das ossadas. O primeiro grupo analisado era formado por caçadores; o segundo, por agricultores.

Quer saber qual foi a conclusão do estudo? Bem, foi identificado que os indivíduos que inevitavelmente praticavam mais exercícios ao caçar o seu alimento tinham ossos bem mais fortes do que os do segundo grupo, que apenas cultivavam.

Muito embora o segundo grupo também se exercitasse de forma rotineira na lavoura, a atividade física e a movimentação eram mais intensas entre os caçadores, que andavam o dia todo, subindo ou descendo morros e montanhas à procura de comida (a caça).

Assim, o primeiro cuidado para ter ossos mais fortes e saudáveis é justamente à prática de exercícios, e o mesmo serve para os esportistas que desejam melhorar sua resistência e seu desempenho.

A corrida de rua, nesse sentido, é um dos exercícios mais poderosos e praticados. Só no Brasil, empresas do setor calculam que mais de 4 milhões de brasileiros pratiquem a corrida de rua com certa frequência.

 

Mas como se preparar da melhor maneira para a corrida de rua?

Primeiramente, a medida mais recomendada aos corredores é que façam exercícios de peso e resistência por 30 a 40 minutos, intercalando as duas modalidades. Os exercícios de resistência são muito importantes porque ajudam a fortalecer os ossos durante o percurso da corrida, enquanto os de peso preparam o esqueleto para suportar todo o peso do corpo (que ao longo de uma subida, por exemplo, aumentará).

Vale lembrar que, para alcançar bons resultados, não basta apenas praticar os exercícios – é necessário cuidar também do peso do corpo! Se o corredor contar com sobrepeso, esta massa de gordura vai prejudicar a sustentação dos ossos, provocando mais cansaço e até mesmo lesões. O ideal é cuidar da alimentação, mantendo-a frugal e balanceada, incluindo o consumo de suplementos e vitamina D (devidamente indicados por seu médico!).

Outro questão fundamental diz respeito a certos hábitos : o praticante de corrida de rua deve abolir o costume de fumar ou ingerir bebidas alcoólicas excessivamente. Nas mulheres, inclusive, o desgaste proveniente destes descuidos tende a ser ainda mais grave que nos homens, tendo em vista que a estrutura do corpo feminino é mais frágil. Independente de sexo e faixa etária, enfim, o fundamental é apostar na atividade física, evitar hábitos prejudiciais e se dedicar a uma preparação adequada para cuidar dos ossos e melhorar a saúde em geral (além do desempenho durante a corrida, é claro!).

corrida de rua

É sempre importante frisar que praticantes e principalmente aqueles que desejam se tornar praticantes de corrida de rua jamais devem se esquecer de examinar os seus fatores de risco pessoais. Casos de artrite reumatoide ou osteoporose na família, por exemplo, devem ser analisados, assim como reumatismo ou fraturas que tenham ocorrido em um passado próximo. Essas ocorrências podem provocar dores e outros problemas durante o esporte. Fique atento!

 

E então, achou este artigo informativo? Tem algumas questões que não foram solucionadas e/ou não tratei acima? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ortopedista em São Luís!!

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Tendinite no ombro: sintomas, causas e tratamento

Tendinite no ombro: sintomas, causas e tratamento

A tendinite no ombro acontece quando um dos tendões do ombro se inflama. Na maioria dos casos, a tendinite acomete o tendão denominado de supra espinhoso, mas existem outros tendões, que compõem a coifa dos rotadores e também podem ser afetados por alguma inflamação, caracterizando a tendinite no ombro. Para quem não sabe, essa coifa dos rotadores é o que garante o movimento dos ombros. Por esse motivo, quando algum desses tendões é inflamado, todo o ombro é prejudicado.

A tendinite pode acontecer tanto no ombro direito quanto no ombro esquerdo. Em alguns casos, o problema se dá inclusive de maneira bilateral, isto é, nos dois ombros de uma vez.

Nas situações mais graves, a tendinite pode se tornar crônica, ocasionando alterações estruturais nos tendões. Nesses contextos, passa a ser chamada de tendinose da coifa.

Sintomas da tendinite no ombro

O maior e principal sintoma da tendinite nos ombros é a dor, que varia de intensidade de acordo com o grau do problema. No início, a dor nos ombros causada pela tendinite é sentida apenas quando se faz algum movimento, mexendo os ombros. No entanto, com o passar de algum tempo, a dor pode ser constante, isto é, incomodar mesmo em repouso.

Além da forte dor nos ombros, a tendinite também pode impedir alguns movimentos e ainda diminuir a força muscular do braço.

Causas da tendinite nos ombros

As causas mais comuns da tendinite nos ombros estão relacionadas ao esforço excessivo ou a repetição de movimentos, geralmente durante a jornada de trabalho. Além disso, atletas que possuem uma rotina intensa de treinos diariamente (como musculação, natação, CrossFit, dentre outras modalidades) também podem desenvolver a tendinite na região.

Para além desses motivos, a deposição de fosfato de cálcio também pode ocasionar a tendinite nos ombros. Nestes casos, os sintomas costumam levar um bom tempo para começar a aparecer, e por isso demoram mais tempo para serem tratados.

Diagnóstico

O diagnóstico da tendinite nos ombros deve ser dado pelo médico especialista, que é capaz de perceber os sintomas característicos deste problema. É importante ressaltar que as mesmas dores nos ombros que indicam uma tendinite também podem se referir a outras questões de saúde. Por isso procurar um médico é tão necessário – só assim é possível realizar alguns exames importantes como a ecografia do ombro, garantindo de que se trata, de fato, de uma tendinite.

Tratamento

A tendinite é um problema que, na maioria das vezes, é de simples resolução, sem a necessidade de interferências cirúrgicas. A principal recomendação para os quadros de tendinite nos ombros é o repouso da área afetada, ou seja, evitar fazer os movimentos que causam e acentuam a dor, principalmente os que necessitam de erguer o braço acima da cabeça.

Aliado ao repouso, o médico também pode indicar alguns medicamentos anti-inflamatórios, de modo a reduzir as inflamações de maneira mais rápida. Já o uso de corticoides é uma alternativa para reduzir as crises de dor.

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Impacto Femoroacetabular: sintomas, causas e tratamento

Impacto Femoroacetabular: sintomas, causas e tratamento

O Impacto Femoroacetabular consiste no atrito existente entre o acetábulo e o fêmur. Vale lembrar, nesse contexto, que o fêmur, considerado o osso mais longo do corpo humano, está localizado na coxa. Já o acetábulo, por sua vez, é uma depressão localizada na pelve.

Esse é um tipo de transtorno bastante comum entre praticantes de esportes, especialmente das atividades desportivas em que ocorre a rotação dos quadris com frequência, tais como tênis, futebol, basquete e artes marciais, dentre outras.

Conheça os sintomas

É possível aferir que os sintomas mais comuns referentes a esse transtorno consistem em pequenas fisgadas e até mesmo repentinos travamentos na região do quadril. Esses travamentos, inclusive, podem vir acompanhados de um estalo. Além disso, é válido salientar que os referidos sintomas podem surgir até mesmo durante atividades comuns do dia a dia, tais como calçar sapatos, levantar do sofá, cruzar as pernas e entrar e sair do automóvel.

Em determinados casos, um dos sintomas do problema é o ligeiro desconforto que o indivíduo pode sentir enquanto está caminhando. Esse incômodo é normalmente sentido na região mais interna da virilha, que muitos conhecem por raiz da coxa.

Tipos de Impacto Femoroacetabular

É interessante  acrescentar que existem tipos distintos de Impacto Femoroacetabular. Um deles é o chamado tipo Cam, que acontece na região de transição existente entre o colo e a cabeça do fêmur. Nesse tipo, existe uma calosidade que sofre atrito durante a realização de determinados movimentos. É um caso muito comum durante a fase da adolescência e afeta, com frequência, homens.

Outro tipo é o Pincer, também chamado de “pinçamento”. Nessa situação, o problema se localiza na lateral do acetábulo. Em geral, ele é caracterizado por um erro de rotação na pelve. O tipo Pancer, por sua vez,  tem bastante incidência em mulheres.

Finalmente, o último tipo de impacto é o Misto, sendo considerado, inclusive, o mais comum. Conforme o próprio nome aponta, traz características de ambos os tipos anteriores.

Quais são as causas?

Dentre as possíveis causas desse transtorno, uma delas é a má formação do quadril. O excesso de atividades físicas também propicia o aparecimento do problema (não por acaso, vários atletas podem apresentar o Impacto Femoroacetabular).

Vale mencionar, ainda, que pacientes que possuem o tipo Cam ou tipo Pincer podem, futuramente, adquirir artrose.

Como é o tratamento?

Quando essa patologia é detectada pelo médico, em alguns casos é possível optar por tratamentos de caráter não-cirúrgico. Ou seja, promover algumas alterações simples nas atividades do dia a dia, evitando, por exemplo, realizar ações que possam aumentar a sensação de dor.

Exercícios fisioterápicos também compreendem alternativas viáveis para a realização do tratamento, já que beneficiam a amplitude da movimentação do quadril e aliviam as dores provocadas pelo atrito da cartilagem. Além disso, medicamentos anti-inflamatórios podem ser receitados com o intuito e reduzir a sensação de desconforto.

No entanto, como o Impacto Femoroacetabular é um transtorno de caráter mecânico, o tratamento cirúrgico é geralmente recomendado. Para isso, é possível contar com a cirurgia vídeo artroscópica.

E aí, as informações foram úteis? Conhece algum ponto que não foi discutido no texto e que gostaria  que fosse abordado em outro conteúdo? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ortopedista em São Luís!

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Luxação do ombro: sintomas, causas e tratamento

Luxação do ombro: sintomas, causas e tratamento

A luxação do ombro é o deslocamento da articulação existente entre a cabeça do úmero, o osso do braço e a glenoide (cavidade da escápula). Pode ocorrer em consequência de um acidente, queda, movimento brusco ou prática esportiva. Quando os ligamentos do ombro já estão danificados, a luxação pode acontecer a qualquer momento, até mesmo durante o sono.

O problema pode se dar de maneira parcial (subluxação) ou total. O tipo mais comum é a chamada “luxação anterior”, que ocorre quando a cabeça do úmero sofre o deslocamento para frente. O grupo de risco (ou os indivíduos mais propensos a sofrerem luxação nessa região do corpo) é formado por jovens de até 30 anos e homens em sua maioria, principalmente em decorrência de esportes e acidentes.

Sintomas da luxação do ombro

Alguns sinais podem indicar a ocorrência de luxação do ombro. Confira:

  • O  ombro afetado fica mais baixo em relação ao que não sofreu luxação;
  • Dificuldade para movimentar o braço e o ombro;
  • Forte dor no ombro, irradiada para o braço e pescoço;
  • Inchaço e hematoma;
  • Dormência ou formigamento.

Consequências da luxação do ombro

  • Após a primeira luxação, podem ocorrer deslocamentos frequentes na execução de atividades cotidianas e até durante o sono;
  • A luxação do ombro pode ser agravada por outras lesões, como fraturas nos ossos;
  • Os tendões do manguito rotador podem sofrer lesões que dificultam ainda mais a movimentação do braço e ombro;
  • Lesões nos nervos podem enfraquecer músculos e reduzir a sensibilidade;
  • Luxações frequentes do ombro podem resultar em artrose.

Como é feito o tratamento?

Quando ocorre a luxação do ombro, a pessoa deve buscar a assistência médica de imediato para fazer a radiografia. Somente o médico deve recolocar o ombro no lugar. A depender da intensidade da dor do paciente, o especialista poderá aplicar um anestésico ou outro tipo de medicação antes de reposicionar o ombro.

Posteriormente, é necessário fazer mais uma radiografia para verificar se o problema foi resolvido. O paciente terá que usar uma tipoia para manter o braço imobilizado pelo prazo definido pelo médico. Em caso de luxação reincidente, é preciso realizar ressonância magnética para investigar a existência de lesões graves nos ligamentos.

Já o processo de reabilitação fisioterápico objetiva primeiramente a recuperação dos movimentos e, em sequência, o fortalecimento dos tendões do manguito rotador e dos músculos estabilizadores da escápula.

A cirurgia é indicada principalmente para esportistas e pessoas que têm uma carga elevada de atividades braçais. Nesse contexto, o procedimento cirúrgico menos invasivo é a artroscopia. São feitas 3 pequenas incisões para a passagem do artroscópio, através do qual o médico consegue visualizar as partes lesionadas e realizar os procedimentos cirúrgicos para reinserir os ligamentos ao osso, com parafusos de 3 milímetros. No entanto, quando a lesão óssea é grave (devido a repetidas luxações), é necessário retirar enxerto do osso coracoide e fixá-lo à parte lesionada.

Luxação do ombro: o que fazer até receber atendimento médico?

  • Não tente reposicionar o ombro. Este procedimento só deve ser feito pelo médico ortopedista, depois que a radiografia confirmar que não houve fratura do úmero nem outras lesões;
  • Imobilize o braço e o ombro na posição em que estiverem;
  • Aplique gelo na área afetada para aliviar a dor até receber atendimento médico;
  • Peça ajuda para ir ao serviço de emergência, se possível, com um acompanhante.

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O que são as fraturas nos ossos?

O que são as fraturas nos ossos?

Você já sofreu algum tipo de fratura? Se sim, provavelmente se recorda da intensa dor de ter um dos seus ossos quebrados, assim como do longo processo necessário até que tudo voltasse ao normal. Se, por outro lado, você nunca “quebrou um osso”, é provável que tenha acompanhado a situação através de algum conhecido. De fato, podemos dizer que as fraturas são relativamente comuns, não é mesmo? Acompanhe a leitura para tirar suas dúvidas sobre o assunto!

Definição e causas

Falando em termos médicos, as fraturas nos ossos são rompimentos ou até mesmo trincos na estrutura óssea. No geral, elas acontecem devido a acidentes de diferentes espécies, tais como quedas e batidas, por exemplo.

Vale ressaltar que não é necessário um grande impacto para que aconteça uma fratura nos ossos. Pequenos tombos podem ser responsáveis por tais rupturas, principalmente em pessoas fragilizadas. Exemplos de indivíduos pertencentes a esse grupo são as crianças e os idosos, que possuem uma quantidade menor de cálcio no organismo (e, por conseguinte, ossos mais frágeis).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

As fraturas, que podem tanto ser fechadas quanto abertas (estas também são chamadas de expostas), demandam uma avaliação médica! Ao menor sinal de quebra, o especialista deve ser procurado para que se inicie o processo de recuperação do osso. Com essas providências, evita-se que o paciente tenha problemas posteriores na região que foi fracionada ou rompida.

Conheça os tipos de fratura nos ossos

Fratura completa ou incompleta

Quanto maior e mais completa for a quebra o fratura, maior o prejuízo para a estrutura óssea. É a avaliação médica que determinará tal grau de lesão da estrutura óssea, identificando se a ruptura foi completa ou incompleta (parcial).

Fratura de impacto

Comum quando a pessoa passa por impactos mais profundos, tais como quedas ou batidas. A fratura de impacto, porém, varia muito conforme a estrutura óssea de cada pessoa, sendo que alguns indivíduos podem sucumbir a impactos mais leves e outros apenas aos mais pesados.

Fraturas fechadas ou abertas

Para designar se uma fratura é fechada ou aberta (exposta), basta uma avaliação visual acurada. As fraturas fechadas acontecem quando não há rompimento da pele, apenas uma ruptura interna. Nas abertas ou expostas, é possível ver os ossos.

Fraturas múltiplas

Um mesmo acidente pode causar múltiplas rupturas em um único osso, além de esmagamentos e outros problemas. Nesse caso, as fraturas se configuram como múltiplas. Os danos precisam ser rapidamente avaliados e reabilitados para que o paciente não perca em qualidade de vida e bem-estar.

Fraturas por fadiga

Por fim, mas não menos importante, vale citar ainda a fratura por fadiga, comum principalmente em atletas que se dedicam exclusivamente a determinados tipos de esportes. A repetição desse tipo de exercício causa estresse aos músculos e possivelmente aos ossos da pessoa.

Seja qual for o tipo de fratura, é essencial ter o acompanhamento de um profissional que socorra e reabilite com maestria e eficiência, evitando que a estrutura óssea não sofra posteriormente devido a uma má cicatrização.

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Deslocamento do ombro: o que fazer?

Deslocamento do ombro: o que fazer?

O ombro é uma das partes mais importantes do corpo humano. Isso porque possibilita grande variedade e um grau mais elevado de movimentos  A articulação, uma das mais complexas do corpo humano, também é essencial para a coluna e para uma postura adequada.

deslocamento do ombro

Com tantas funções relevantes para a mobilidade humana, os cuidados com a área devem ser igualmente considerados – trata-se, afinal, da articulação mais móvel de todo o corpo. Nesse sentido, vale destacar que o ombro é uma das regiões que se desloca mais facilmente. Além do desconforto, esse deslocamento causa incapacidade de mover o braço e torpor,  gerando uma dor intensa.

O que provoca o deslocamento do ombro?

O deslocamento do ombro, tecnicamente falando, é caracterizado pela separação do úmero da escápula. Como essa articulação é a responsável pelos movimentos do braço, a luxação se torna bastante evidente.

Não existe uma faixa etária específica que propicie o deslocamento, embora o problema seja mais comum até aos 30 anos, tanto em mulheres como em homens. Uma vez que os ligamentos do ombro são mais elásticos e flexíveis (daí a grande mobilidade), as pessoas costumam fazer movimentos ainda mais intensos ou energéticos, forçando a área a se deslocar. O deslocamento também pode ocorrer por meio de um trauma, seja um acidente, queda ou outro tipo de esforço concentrado.

Há ainda os casos de frouxidão nos ligamentos, que usualmente ocorrem em mulheres. Também conhecidos como “deslocamentos atraumáticos”, são herdados geneticamente. Nessas situações, a fragilidade nos ligamentos da região fica evidente e o ombro se torna mais suscetível a movimentos involuntários, causando o deslocamento.

O que fazer quando há um deslocamento?

mulher com deslocamento no ombro

A primeira dica é buscar um ortopedista e não mover, em hipótese alguma, o braço com ombro deslocado. Em ambos os casos, o médico irá recomendar o uso de uma tipoia ou de algum tipo de tala para proteger o ombro de um possível impacto danoso.

O médico irá tentar pôr o ombro de volta ao seu lugar normal, já que em geral ele se desloca para frente. O uso de um travesseiro entre o braço e torso pode aliviar a tensão nessa parte do corpo, atenuando a dor. O processo também pode contar com o uso de analgésicos e anestesias, minimizando os efeitos do deslocamento e facilitando o retorno à posição original.

A radiografia também deve ser realizada para detectar qual o estado do ombro e qual a melhor maneira de posicioná-lo corretamente. Se a situação exigir, sessões de fisioterapia podem ser recomendadas com o intuito de reverter o ombro para o local certo e aliviar os ligamentos e a musculatura da região, que estarão fragilizados.

Entretanto, se as luxações forem frequentes, o recomendado é um procedimento cirúrgico, no qual uma redução aberta é feita na região para prevenir um bloqueio ósseo. Casos como a artroscopia, que também causa deslocamento, podem ser resolvidos por meio de cirurgia.

Você já passou por algum caso de deslocamento do ombro? Já foi submetido à cirurgia ou conhece alguém que foi? Se sim, compartilhe conosco sua experiência e recuperação! Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ortopedista em São Luís!

lesão do lábio gledoidal - deslocamento do ombro

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