Osteomielite

Osteomielite: conheça 4 fatores de risco

Osteomielite: conheça 4 fatores de risco



Em resumo, chamamos de osteomielite uma infecção óssea que pode ser causada por fungos, bactérias ou micobactérias.

Em boa parte dos casos clínicos, o agente responsável pela enfermidade é a Staphylococcus aureus, uma bactéria que tem a capacidade de instalar-se nas fossas nasais sem causar danos ou sintomas significativos.

A infecção ocorre apenas quando há penetração da bactéria no corpo do indivíduo, por meio de lesões na pele ou através da ingestão de produtos ou alimentos contaminados.

Os agentes infecciosos podem, a partir daí, atingir a corrente sanguínea. A infecção de órgãos e ossos pode ocorrer, gerando uma série de quadros complexos — que podem, inclusive, provocar necrose de tecidos e ossos.

A osteomielite é mais comum em crianças ou idosos, uma vez que ambos os grupos possuem um sistema imunológico mais frágil. 

Isso não impede, no entanto, que adolescentes e adultos sejam afetados pelo problema.

Causas da osteomielite

A infecção óssea pode ocorrer a partir de invasão direta, como no caso de cirurgias ou fraturas expostas, inflamação nos tecidos moles ou por meio da corrente sanguínea.

A redução no fornecimento de sangue, a existência de úlceras de decúbito e feridas diabéticas nas extremidades do corpo também podem engatilhar a situação.

Sintomas da osteomielite

A depender do estágio e do tipo de enfermidade, os pacientes podem manifestar:

  • dores na região do osso atingido;
  • inchaço;
  • perda de peso;
  • fadiga;
  • dificuldade de locomoção;
  • vermelhidão e quentura no osso infectado;
  • febre;
  • dores nas costas;
  • sensibilidade ao toque;
  • presença de pus, normalmente quando tecidos moles estão infeccionados.

Se o problema não for tratado, pode se tornar crônico. 

4 fatores de risco para a osteomielite

Como já comentamos no início deste artigo, crianças e pessoas acima dos 60 anos estão mais suscetíveis a desenvolver a enfermidade.

Outros fatores de risco serão listados a seguir.

Pacientes que tiveram fratura exposta

Normalmente, as fraturas expostas ocorrem em acidentes violentos ou durante a prática de atividades de impacto.

Além de facilitar o contato com possíveis agentes patogênicos do ambiente, a fratura pode facilitar o deslocamento de bactérias perigosas — as quais, como já comentamos, podem estar presentes na pele, de forma assintomática.

Diabetes

Pessoas com diabetes mal controlada tendem a desenvolver chagas e úlceras profundas nos pés. Uma vez que o diabetes é uma doença progressiva e com grandes efeitos sobre o organismo, a cicatrização dos pacientes é bastante complicada.

A maior parte dos indivíduos que passam por amputações por conta do diabetes teve, primeiramente, úlceras localizadas.

A inflamação óssea, em pés diabéticos, pode ser bastante visível: a exposição de ossos e o inchaço, às vezes, denunciam o quadro. Em outras ocasiões, pode ser necessário fazer uma radiografia ou uma ressonância magnética.

HIV

Pacientes soropositivos estão mais propensos a desenvolver problemas de saúde, já que o HIV, mesmo sob controle, faz com que o sistema imunológico fique frágil.

Dentre as enfermidades que podem atingir soropositivos com mais frequência, estão a síndrome de reiter, a artrite psoriática e a doença-tema deste artigo.

Câncer

Pessoas que fizeram ou estão em tratamento oncológico também têm dificuldades com a imunidade. 

Assim, durante a quimioterapia ou a radioterapia ou após cirurgias de remoção de tumores, esses indivíduos podem estar mais propensos ao desenvolvimento de osteomielite.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder os seus comentários sobre esse assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ortopedista em São Luís!



Posted by Dr. Henrique Rios in Todos
Osteomielite: causas e tratamentos

Osteomielite: causas e tratamentos

Por definição, a osteomielite é uma infecção que atinge os ossos e, normalmente, é provocada por fungos, bactérias ou microbactérias. Normalmente, esse tipo de manifestação é comum em crianças e idosos. Contudo, as demais faixas etárias não estão excluídas, uma vez que, em quadros clínicos graves, ela também costuma aparecer.

A dor intensa, associada à febre e perda de peso são alguns dos sintomas gerados por essa inflamação, que, na maioria das vezes, é causada pelo Staphylococcus aureus.

Normalmente, esse agente patogênico forma colônias na pele e se instala nas concavidades nasais. No entanto, o transtorno só acontece depois que as bactérias entram no organismo por meio de feridas ou ingestão de alimentos contaminados.

Neste artigo destaco o grupo de risco e ainda aponto as causas e o tratamento para a infecção. Leia até o final e fique por dentro!

Quem faz parte do grupo de risco para osteomielite?

Como informei anteriormente, as crianças e os idosos, geralmente, são mais vulneráveis. Portanto, nesse contexto, as pessoas do sexo masculino tendem a ser as mais afetadas. Entretanto, algumas condições agravam o caso.

Por exemplo, os indivíduos com imunidade baixa ou que tenham diabetes descontrolado e anemia falciforme devem ficar atentos. Também devem redobrar a atenção aqueles que se submeteram à quimioterapia, hemodiálise e radioterapia, além de usuários de drogas injetáveis ou pacientes que utilizam medicamentos contínuos como corticoides e inibidores de agente necrose tumoral.

Quais são as causas da osteomielite?

Que os fungos, as bactérias ou as microbactérias provocam Osteomielite, você já sabe? Entretanto, informo que a infecção nos ossos pode ocorres de 3 maneiras:

Via corrente sanguínea

A disseminação por meio do sangue nas crianças, geralmente é feita nas extremidades dos ossos de braços e pernas. Nos idosos, particularmente, o contágio ocorre pela coluna vertebral. No último caso, frequentemente, os pacientes são debilitados ou estão com anemia falciforme ou fazem hemodiálise.

Invasão direta

Nesse caso, especificamente, a contaminação acontece devido a fraturas expostas, acometidas por objetos contaminados ou cirurgia óssea.

Contágio por estruturas próximas

Esse tipo de propagação também é comum nas pessoas idosas. A disseminação, nessas circunstâncias, tende a atingir os tecidos moles adjacentes. Ou seja, ela pode começar por uma lesão, câncer, radioterapia, úlcera cutânea, gengivas, dentes, enfim, basta que a área esteja danificada ou exposta.

Quais são as opções de tratamento?

Depois do diagnóstico, o paciente conta com 3 formas de tratamento:

Antifúngicos e antibióticos

Normalmente, a depender da gravidade, o médico pode prescrever o uso de medicamentos eficazes. Nas situações mais graves, por exemplo, a administração dos antibióticos pode ocorrer por via intravenosa.

Drenagem

Além da medicação, o médico por combinar cirurgia para estabilizar as vértebras atingidas, porque isso ajuda a evitar que elas entrem em colapso. Ou seja, dessa maneira, ele protege os vasos sanguíneos, a medula espinhal e os nervos.

Cirurgia

Nos casos mais delicados, quando é preciso retirar os ossos e os tecidos mortos, os pacientes são submetidos à operação. Afinal, após a remoção de tecidos e ossos, cirurgicamente, também faz-se necessário preencher os espaços vazios com tecido saudável.

A osteomielite é uma infecção grave que acomete, principalmente, crianças e idosos. Embora a inflamação não tenha cura, agora você sabe que é possível tratá-la. Então, ajude outras pessoas, compartilhe essa informação!

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ortopedista em São Luís!

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