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Trauma ortopédico em idosos: como é o tratamento e a recuperação

Um simples escorregão pode representar um grande problema para os idosos. É que qualquer deslize pode causar trauma ortopédico, uma das piores dores de cabeça que os mais velhos podem ter. 

Ele pode resultar de acidentes de baixa energia (imprevistos domésticos, quedas simples, entorses) ou de alta energia (batidas de trânsito, queda de lugar alto). No primeiro tipo, destacam-se as fraturas no quadril, ombro e punho, em razão da osteoporose. 

Tratamento 

O primeiro passo é fazer o correto diagnóstico. O médico analisa os sintomas descritos pelo paciente e o histórico clínico. O exame de radiografia é importante para confirmar as suspeitas e, então, direcionar o tratamento. Em alguns casos, tomografia e ressonância magnética podem ser requeridas. 

Quanto ao tratamento, quase sempre a abordagem é cirúrgica, sendo a opção não operatória indicada apenas em alguns casos, sobretudo quando os riscos envolvidos na intervenção são maiores que os benefícios ou, ainda, quando o diagnóstico é feito tardiamente. 

O que será realizado para proporcionar ao idoso retorno precoce às atividades depende da região traumatizada e da extensão do dano. Pode-se optar, por exemplo, por fixação estável da fratura com hastes, placas ou parafusos, e substituição por prótese nas fraturas desviadas do colo do fêmur.

Quanto antes se iniciar o tratamento, menores as chances de complicações como trombose venosa, distúrbios cardiorrespiratórios, urinários e escaras (úlceras/lesões causadas pela pressão local).

Recuperação

O processo de recuperação do idoso que sofre trauma ortopédico exige muita resiliência. É muito importante atentar a alterações neurocomportamentais, principalmente no que diz respeito à memória e ao humor. Se o indivíduo sofreu um acidente, saiu machucado e ainda perdeu alguém especial, por exemplo, é natural que o lado psicológico seja afetado. 

É pertinente pontuar que a reabilitação deve ocorrer de forma sutil e gradativa. O período entre a restrição do paciente ao leito e o retorno ao movimento de marcha (caminhada) é crítico e exige manejo especial, principalmente porque a capacidade física fica prejudicada, uma vez que a atrofia muscular aumenta rapidamente. 

Previna-se

Evitar as situações que podem comprometer a saúde osteomuscular dos idosos é essencial. Esse cuidado começa em casa: coloque piso antiderrapante, corrimão e rampa de acesso nos ambientes; evite tapetes ou panos decorativos no chão; instale suporte de apoio no box do banheiro e próximo ao vaso sanitário; mantenha objetos de uso frequente ao alcance das mãos; escolha cadeiras, camas e poltronas com cabeceiras e apoios de costas e braços.

Falar sobre prevenção de trauma ortopédico significa lembrar-se, também, da necessidade de controlar os fatores de risco da osteoporose (estado hormonal, uso de medicações, e deficiência de vitamina B12, por exemplo). Estudos indicam que a cada três pacientes que sofrem fratura no quadril, um tem o diagnóstico da doença; e, deste número, um em cada cinco recebe algum tipo de tratamento.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ortopedista em São Luís!

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Posted by Dr. Henrique Rios