Síndrome do túnel do tarso

Síndrome do túnel do tarso: diagnóstico e tratamento

Revisado por Dr. Henrique Rios, ortopedista (CRM-MA 5269 | RQE 954) · Atualizado em 14/10/2026

A síndrome do túnel do tarso, também conhecida como compressão do nervo tibial do tornozelo, consiste em um distúrbio bem doloroso que acomete a região do pé e do tornozelo. Ela ocorre quando há uma compressão no nervo tibial na região do túnel do tarso (o que justifica os dois nomes para a condição).

Síndrome do túnel do tarso

Essa não é uma condição assim tão comum. Além de causar fortes dores, ela também traz a sensação de fraqueza e de alterações sensoriais no pé e no tornozelo, principalmente nas laterais.

Essa compressão geralmente ocorre após situações ou traumas que fazem com que haja aumento de pressão na região interna do túnel tarsal. Sendo assim, ela pode ser o resultado da extensão de tecidos moles aos arredores do nervo tibial, ou ainda de inflamações – que podem ser causadas por varizes, cistos sinoviais, sequelas após fraturas, tumores e até mesmo pelo inchaço causado pela diabetes.

É comum que os pacientes de síndrome do túnel do tarso sintam dores no tornozelo e principalmente na sola ou nas laterais do pé. Tais dores costumam ser associadas à sensação de formigamento ou de queimação.

Os sintomas podem ser intensificados durante a realização de exercícios físicos ou após ficar em pé por longos períodos. Por outro lado, podem ser mais amenos quando o paciente se encontra em repouso.

Como é realizado o diagnóstico da síndrome do túnel do tarso?

O diagnóstico da síndrome do túnel do tarso é clínico, além de haver ainda análise do histórico do paciente. O médico especialista, geralmente ortopedista, irá sondar a região e investigar possíveis diagnósticos. Sintomas similares também podem indicar a ocorrência de tendinite de aquiles, fascite plantar ou fraturas no calcâneo por estresse.

Estudos por condução nervosa e o exame de eletromiografia também podem ser solicitados para comprovação do diagnóstico de síndrome do túnel do tarso. Já a ressonância magnética pode ser usada tanto para possibilitar a localização exata da compressão, como também para a identificação de possíveis lesões subjacentes.

Quais são os métodos de tratamento para a condição?

O tratamento conservador, ou seja, mais comum, inclui a liberação e a manipulação miofascial.

O uso de sapatos mais soltos, assim como sustentações com palmilhas adequadas, pode ajudar no alívio da dor e do desconforto causado pela síndrome. Se houver inflamação no nervo causador da compressão, medicamentos anti-inflamatórios e não esteroides também podem ser ministrados.

A utilização de órteses planas para os pés e injeções de esteroides, principalmente no caso de dores mais fortes, também é eficiente no tratamento.

Porém, caso os sintomas sejam significativos e não estejam respondendo ao tratamento indicado acima, a descompressão cirúrgica pode se tornar necessária. Nestes casos, a cirurgia evita ainda que haja fibrose na musculatura intrínseca ou nos nervos dos pés ou tornozelos.

A cirurgia, além de simples, resolve os problemas causados pela síndrome do túnel tarsal em 90% dos casos.

Agora você já conhece a síndrome túnel do tarso, assim como informações sobre seu diagnóstico e métodos de tratamento. Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ortopedista em São Luís!

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Resumo e orientações

Conversar com um ortopedista sobre síndrome do túnel do tarso ajuda a definir o melhor caminho de cuidado para cada pessoa. Informação confiável sobre síndrome do túnel do tarso evita atrasos na procura por atendimento.

Cada caso de síndrome do túnel do tarso é diferente, e por isso a avaliação individual é importante. Para saber mais sobre a especialidade, consulte a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia.

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