Osteoporose

Osteopenia – O que é e como tratar

Revisado por Dr. Henrique Rios, ortopedista (CRM-MA 5269 | RQE 954) · Atualizado em 14/10/2026

A osteopenia é uma condição clínica caracterizada pela redução da densidade mineral óssea, mas ainda sem atingir os níveis críticos da osteoporose. Diferente do que muitos pensam, a osteopenia não é uma doença em si, mas um sinal de alerta: os ossos estão perdendo força e, sem tratamento, o quadro pode evoluir para algo mais grave.

osteopenia

O que é osteopenia?

Nosso esqueleto está em constante renovação. Células osteoblastas constroem osso novo, enquanto os osteoclastos removem o tecido ósseo antigo. Até os 30 anos, a produção supera a remoção e a massa óssea atinge seu pico máximo. Depois disso, o equilíbrio pende para o lado da perda.

A osteopenia ocorre quando essa perda de massa óssea é maior do que o normal para a idade, mas ainda não suficientemente grave para ser classificada como osteoporose. O diagnóstico é feito pelo exame de densitometria óssea, que mede o T-score: entre -1 e -2,5 indica osteopenia; abaixo de -2,5 indica osteoporose.

5 causas e fatores de risco para osteopenia

1. Idade avançada

A partir dos 30 anos, todos perdem massa óssea de forma natural. Após os 50, essa perda se acelera, especialmente nas mulheres após a menopausa, quando a queda do estrogênio reduz a proteção hormonal dos ossos contra a osteopenia.

2. Deficiência de cálcio e vitamina D

Cálcio é o principal componente estrutural dos ossos. A vitamina D é fundamental para sua absorção no intestino. Quando há deficiência de um ou dos dois, os ossos ficam progressivamente mais frágeis, favorecendo a osteopenia.

3. Sedentarismo

Exercícios com impacto, como caminhada, corrida e musculação, estimulam os osteoblastos a produzirem mais tecido ósseo. A falta de atividade física reduz esse estímulo e acelera a perda de densidade óssea.

4. Fatores hormonais

Além da menopausa, outras condições hormonais influenciam a saúde óssea: hipertireoidismo, hiperparatireoidismo e baixos níveis de testosterona em homens. Mulheres com amenorreia prolongada também estão em risco elevado de osteopenia.

5. Uso prolongado de medicamentos

Corticoides, anticonvulsivantes e inibidores da bomba de prótons podem interferir no metabolismo ósseo quando usados por longo tempo. Pacientes em uso crônico devem monitorar a densidade óssea regularmente.

Sintomas da osteopenia

A osteopenia é considerada uma condição silenciosa: na maioria dos casos, não provoca dor nem sintomas perceptíveis. A pessoa pode conviver com osteopenia por anos sem saber. O sinal mais frequente é a ocorrência de fraturas em situações de trauma leve, como uma queda simples.

É por isso que a densitometria óssea periódica é tão importante, especialmente para mulheres acima de 50 anos, homens acima de 65 e qualquer pessoa com fatores de risco identificados.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico da osteopenia é feito por meio da densitometria óssea, um exame simples, rápido e indolor. Ele mede a densidade mineral dos ossos na coluna lombar e no colo do fêmur, gerando o T-score que define o diagnóstico.

Exames de sangue complementares avaliam os níveis de cálcio, vitamina D e paratormônio (PTH), ajudando a identificar causas tratáveis e orientar o tratamento mais adequado para cada paciente com osteopenia.

Como tratar a osteopenia?

O tratamento da osteopenia envolve mudanças no estilo de vida e, em alguns casos, suplementação ou medicação específica. O objetivo é estabilizar ou aumentar a densidade óssea e reduzir o risco de fraturas.

  • Exercícios físicos: atividades com impacto e resistência, como caminhada, musculação e dança, estimulam a formação óssea.
  • Suplementação de cálcio e vitamina D: quando a dieta não é suficiente, a suplementação pode ser necessária, sempre orientada por médico.
  • Alimentação rica em cálcio: leite, iogurte, queijo, brócolis, couve e sardinha são fontes importantes.
  • Redução do tabagismo e álcool: ambos aceleram a perda óssea.
  • Medicamentos: em casos selecionados, o médico pode indicar bisfosfonatos ou outros agentes que reduzem a reabsorção óssea.

Como prevenir a osteopenia?

A prevenção da osteopenia começa cedo. Construir boa densidade óssea durante a juventude é a melhor proteção para o futuro. As mesmas medidas do tratamento funcionam como prevenção quando adotadas antes do diagnóstico.

Exposição solar moderada também é importante, pois a vitamina D é sintetizada pela pele com a ação do sol. Em regiões com pouca incidência solar, a suplementação torna-se ainda mais relevante.

A Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) recomenda que a densitometria óssea seja incluída na rotina preventiva de adultos acima de 50 anos, principalmente mulheres na pós-menopausa.

Consulte um especialista em São Luís

A osteopenia tem tratamento eficaz, e quanto mais cedo for diagnosticada, melhores são os resultados. Se você tem fatores de risco ou suspeita de alteração na densidade óssea, não espere os sintomas aparecerem. Agende uma consulta com um ortopedista em São Luís e cuide dos seus ossos com antecedência.

Leia também: Como tratar a osteoporose

O que deseja encontrar?

Compartilhe