Dedo em martelo: Dr. Henrique Rios, ortopedista em São Luís

Dedo em martelo: 2 tipos, sintomas e tratamento

Revisado por Dr. Henrique Rios, ortopedista (CRM-MA 5269 | RQE 954) · Atualizado em 18/10/2026

O dedo em martelo é o nome usado para dois problemas diferentes. Na mão, é quando a ponta do dedo fica caída e você não consegue esticá-la, geralmente depois de uma pancada. No pé, é uma deformidade em que o dedo fica dobrado no meio, como uma garra. Os 2 tipos têm tratamento, e quanto antes a avaliação, mais simples ele costuma ser.

Neste guia você vai entender cada tipo de dedo em martelo, os sintomas, as causas, como é o tratamento e quando procurar um ortopedista.

Dedo em martelo: Dr. Henrique Rios, ortopedista em São Luís

Dedo em martelo na mão

O que é

Na mão, o dedo em martelo é uma lesão do tendão que estica a última articulação do dedo. Esse tendão pode se romper ou se soltar do osso, às vezes arrancando um pequeno fragmento ósseo junto. O resultado é a ponta do dedo caída. O mesmo problema pode acontecer no polegar.

Como acontece

O mecanismo mais comum é uma bola ou outro objeto que bate na ponta do dedo esticado e força a dobra. Por isso a lesão é conhecida em esportes com bola. Mas ela também pode surgir em movimentos simples, como ao arrumar o lençol da cama. Segundo a AAOS, os dedos médio, anelar e mínimo da mão dominante são os mais atingidos.

Sintomas do dedo em martelo na mão

  • ponta do dedo caída, que só estica se você empurrar com a outra mão
  • dor, inchaço e roxo na última articulação do dedo, logo após a pancada
  • dor geralmente pequena, o que faz muita gente demorar a procurar atendimento
  • sangue embaixo da unha ou unha solta, que pedem atendimento imediato

Diagnóstico

O ortopedista examina o dedo e verifica se a ponta estica sozinha. A radiografia mostra se há fragmento de osso arrancado e se a articulação está alinhada. Quando a lesão é só do tendão, a radiografia pode ser normal.

Tratamento do dedo em martelo na mão

Na grande maioria dos casos, o tratamento é feito com uma tala que mantém a ponta do dedo esticada. Segundo a AAOS, a tala deve ser usada o tempo todo por cerca de 6 a 8 semanas, inclusive no banho. Depois, por mais 3 a 4 semanas, ela é usada em parte do dia, muitas vezes só à noite.

O detalhe mais importante é que a ponta do dedo não pode dobrar em nenhum momento durante esse período. Se dobrar, a cicatrização é prejudicada e o tempo de tala pode precisar ser prolongado. Por isso, na hora de limpar o dedo ou trocar a tala, mantenha a ponta apoiada reta sobre uma mesa.

Duas revisões de estudos, de 2018 e de 2023, mostraram que, para a maioria das lesões, a tala e a cirurgia têm resultados semelhantes. A cirurgia é considerada quando:

  • o fragmento de osso arrancado é grande
  • a articulação está desalinhada
  • não é possível manter a tala corretamente pelo tempo necessário

Em lesões antigas, outras técnicas podem ser discutidas, como a fusão da articulação. Saiba mais sobre como funciona a imobilização com órteses.

Cuidados com a tala

  • Mantenha a pele seca e limpa por baixo da tala.
  • Observe se surgem feridas, vermelhidão ou dormência, e avise o médico.
  • Não retire a tala para “testar” se o dedo já estica.
  • Siga o tempo combinado na consulta, mesmo que o dedo pareça bom antes.

Dedo em martelo no pé

O que é

No pé, o dedo em martelo é uma deformidade do segundo, terceiro ou quarto dedo, que fica dobrado na articulação do meio. Segundo o Manual MSD, o segundo dedo é o mais afetado. No início o dedo ainda é flexível e pode ser esticado com a mão. Sem cuidados, ele pode ficar rígido.

Sintomas do dedo em martelo no pé

  • dedo dobrado para cima no meio, com a ponta apontando para baixo
  • dor ao usar sapatos, principalmente os fechados e de bico estreito
  • calos e calosidades em cima da articulação ou na ponta do dedo
  • vermelhidão e inchaço
  • dor na planta do pé, embaixo dos dedos
  • dificuldade para esticar o dedo e, em casos avançados, para caminhar

Causas e fatores de risco

  • Sapatos apertados, de bico fino ou salto alto, que empurram os dedos para a posição dobrada
  • Desequilíbrio dos músculos e tendões do pé, que puxa o dedo para baixo com o tempo
  • Enfraquecimento dos pequenos músculos do pé
  • Dedo ou osso do pé mais longo que o habitual
  • Artrite reumatoide

Pessoas com diabetes merecem atenção especial, porque calos e feridas nos dedos podem passar despercebidos. Leia também sobre o pé diabético.

Diagnóstico

O exame físico mostra o tipo de deformidade e se o dedo ainda é flexível. O médico também avalia as articulações e outras alterações do pé. A radiografia ajuda no planejamento quando a cirurgia é considerada.

Tratamento do dedo em martelo no pé

Enquanto o dedo é flexível, o tratamento é conservador:

  • Calçado adequado: bico largo e alto, com espaço para os dedos, e salto baixo. A AAOS orienta que a frente do sapato tenha cerca de 1 cm a mais que o dedo mais longo.
  • Protetores e espaçadores de silicone para aliviar a pressão sobre os calos.
  • Fitas ou talas nos dedos, que podem reduzir a deformidade temporariamente.
  • Exercícios: alongar os dedos com a mão, pegar objetos com os dedos do pé e puxar uma toalha com os dedos.
  • Palmilhas, quando há dor na planta do pé.

Quem tem diabetes ou circulação ruim deve conversar com o médico antes de usar protetores de calo com medicamento.

A cirurgia é considerada quando o dedo está rígido ou quando a dor continua apesar dessas medidas. Conforme o caso, ela envolve alongamento ou transferência de tendão e, nos dedos rígidos, a fusão da articulação. Segundo a AAOS, costuma ser feita sem internação, com anestesia local.

Quando procurar um ortopedista

  • logo após uma pancada que deixou a ponta do dedo da mão caída, de preferência na primeira semana
  • imediatamente se houver sangue embaixo da unha, unha solta ou corte no dedo
  • quando um dedo do pé está ficando dobrado, doendo ou com calos que não melhoram
  • se você tem diabetes e surgiu ferida, vermelhidão ou calo no dedo

Como prevenir o dedo em martelo

  • Na mão: em esportes com bola, aqueça e use proteção nos dedos quando indicado.
  • No pé: escolha sapatos com espaço para os dedos e evite salto alto no dia a dia. Esse cuidado também protege contra o joanete.
  • Faça exercícios para os pés e observe calos e mudanças no formato dos dedos.

Para outras queixas nos pés, veja também nosso artigo sobre dores nos pés.

Perguntas frequentes

Dedo em martelo volta ao normal?

Na mão, a revisão de 2018 mostrou bons resultados tanto com tala quanto com cirurgia, mas pode restar uma pequena queda da ponta do dedo. No pé, a deformidade flexível pode ser controlada com medidas simples. O resultado depende do tempo de lesão e de cada caso.

Quanto tempo usar a tala no dedo em martelo?

Na lesão da mão, geralmente de 6 a 8 semanas de uso contínuo e mais algumas semanas em parte do dia. O ortopedista define o tempo exato.

Dedo em martelo precisa de cirurgia?

Nem sempre. Na mão, a tala resolve a maior parte dos casos de dedo em martelo. No pé, a cirurgia fica para dedos rígidos ou quando o tratamento conservador não alivia a dor.

Posso tratar o dedo em martelo em casa?

Não é recomendado improvisar a tala. Uma tala mal ajustada ou retirada sem cuidado pode atrapalhar a cicatrização. Procure avaliação para receber a orientação certa.

Dedo em martelo dói?

Na mão, logo depois da pancada costuma haver dor, inchaço e roxo na ponta do dedo. Segundo o Manual MSD, a ponta caída pode ser esticada com a outra mão, geralmente com pouca dor. É justamente por doer pouco que muita gente demora a procurar atendimento. No pé, a dor aparece principalmente com o uso de sapatos e nos calos.

Dedo em martelo e dedo em gatilho são a mesma coisa?

Não. No dedo em gatilho, o tendão que dobra o dedo trava ao deslizar, e o dedo estala ou fica preso. Saiba mais sobre o dedo em gatilho.

Atendimento em São Luís

Se você machucou a ponta do dedo ou percebe um dedo do pé ficando dobrado, agende uma avaliação com o Dr. Henrique Rios, ortopedista e traumatologista, na SuperClínica, no Renascença II, em São Luís. O agendamento é feito pelo WhatsApp (98) 3311-5555. Veja mais conteúdos na página inicial do site.

Referências


Dr. Henrique Rios · Ortopedista e Traumatologista · CRM-MA 5269 · RQE 954. Conteúdo informativo; não substitui a avaliação individual.

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