displasia no quadril

O que é displasia no quadril da criança ou adolescente?

Revisado por Dr. Henrique Rios, ortopedista (CRM-MA 5269 | RQE 954) · Atualizado em 14/10/2026

Neste artigo, falamos sobre displasia no quadril da criança. A luxação congênita ou displasia no quadril é uma doença que deve ser diagnosticada e tratada o mais breve possível. Crianças e adolescentes que sofrem com esse distúrbio enfrentam diversas dificuldades em sua rotina.

displasia no quadril da criança
O que é displasia no quadril da criança ou adolescente?, Dr. Henrique Rios

O que é displasia no quadril da criança?

A displasia do desenvolvimento do quadril (DDQ), como é conhecida, é uma patologia adquirida ainda na fase intra-uterina, durante a gestação.

Ela se caracteriza pela má formação óssea, quando não há o contato da cabeça do fêmur com o acetábulo.Essa má formação afeta a estabilidade das articulações e pode parecer que o quadril do indivíduo está “solto” (displásico).É um distúrbio que pode ser considerado comum, pois ocorre em um a cada 60 nascimentos.

Os principais fatores de risco são o histórico familiar, bebês do sexo feminino, malformações na coluna ou nos pés do bebê, cor branca ou primeiro parto da mãe.

Como a displasia afeta a vida da criança ou do adolescente?

A dificuldade que mais afeta a autoestima da criança ou do adolescente é a limitação de movimentos dos membros inferiores ao andar. A característica mais comum de pacientes de displasia são os episódios de claudicação (mancar) que ocorrem, principalmente, nos momentos de dor.Além disso, a dor crônica também é um obstáculo a ser enfrentado. Ela pode ser maior quando o paciente realiza um esforço excessivo, como uma caminhada longa, ou por permanecer muito tempo sentado.

Quais são as causas do distúrbio?

Existem diversas doenças que podem causar anomalias no quadril, as principais são a DDQ, a epifisiólise, a doença de Legg-Calvé-Perthes e as sequelas pós-infecciosas (artrite séptica). Para obter o diagnóstico correto, é importante conhecer o histórico familiar no que se refere às patologias.Ainda não há uma comprovação da causa original da displasia, mas já se sabe que os bebês que permanecem sentados dentro do útero durante toda a gestação estão mais propensos ao distúrbio. Outra hipótese aceita na comunidade médica é a hereditariedade.

Quais são os tratamentos?

O tratamento consiste em atrasar ou prevenir a osteoartrite, mantendo a articulação do quadril natural durante o maior tempo possível. Quando a patologia é descoberta logo após o nascimento, o bebê pode iniciar o tratamento com suspensório de Pavlik, ou, se for confirmado um pouco mais tarde, a colocação de gesso é uma alternativa.Quando o quadro é considerado leve, pode ser recomendado apenas o monitoramento da condição do quadril.

Para quadros moderados, além do uso de anti-inflamatórios não esteroides para aliviar a dor, a fisioterapia também é indicada.O tratamento cirúrgico é considerado nos casos mais graves da doença, quando o paciente já está sofrendo com dor aguda em razão dos danos causados à cartilagem articular.

A cirurgia mais realizada é a osteotomia que é um “corte no osso” para que o acetábulo ou o fêmur sejam redimensionados. Outra possibilidade cirúrgica é a artroscopia, que consiste na inserção de uma câmera na articulação para realizar a reparação de uma estrutura fibrocartilaginosa chamada de labrum.Para evitar a displasia no quadril da criança ou do adolescente é importante estar atento aos exames de pré-natal e manter o acompanhamento médico.Quer saber mais?

Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ortopedista em São Luís!

Quando suspeitar

Nos bebês, assimetria nas dobras das pernas, diferença no tamanho das pernas ou dificuldade para abrir uma das pernas podem chamar a atenção. Em crianças maiores e adolescentes, dor no quadril ou na virilha, mancar e cansaço ao caminhar merecem avaliação.

Como é feito o diagnóstico

O ortopedista examina o quadril e, conforme a idade, pede ultrassonografia, no caso dos bebês, ou radiografia, nas crianças maiores. O diagnóstico cedo facilita o tratamento.

Acompanhamento ao longo do crescimento

Mesmo depois do tratamento, a criança precisa de consultas de acompanhamento até o fim do crescimento, para o ortopedista conferir se o quadril se desenvolve bem.

Resumo e orientações

Conversar com um ortopedista sobre displasia no quadril da criança ajuda a definir o melhor caminho de cuidado para cada pessoa. Informação confiável sobre displasia no quadril da criança evita atrasos na procura por atendimento.

Cada caso de displasia no quadril da criança é diferente, e por isso a avaliação individual é importante. Se os sintomas de displasia no quadril da criança persistirem, não deixe para depois.

O acompanhamento regular também faz parte do cuidado com displasia no quadril da criança. Dúvidas sobre displasia no quadril da criança podem ser esclarecidas na consulta, com exame e avaliação. Para saber mais sobre a especialidade, consulte a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia.

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