Revisado por Dr. Henrique Rios, ortopedista (CRM-MA 5269 | RQE 954) · Atualizado em 18/10/2026
Osteocondroma é, de forma simplificada, uma protuberância óssea, mais comum em crianças e em jovens adolescentes. Costuma atingir as extremidades dos ossos longos e possui manifestação diversificada e níveis distintos de gravidade.
Alguns tipos de osteocondroma alteração não afetam diretamente o bem-estar do indivíduo; outros, no entanto, podem causar incômodos significativos.
Falaremos mais sobre o tema abaixo. Se você gostaria de entender um pouco mais sobre ele, prossiga com a leitura.
Tipos de osteocondroma
Compreendemos que existem 2 formas clínicas de osteocondroma : a lesão única, que também é chamada de solitária, e as lesões múltiplas.
No 1º caso, como o nome sugere, estamos diante de uma protuberância única, a qual também pode ser chamada de exostose osteocondromatose ou exostose osteocartilaginosa.
É o tipo mais comum dentre os esse tipo de alteração e atinge geralmente os membros superiores e inferiores, em especial os joelhos, o fêmur e o úmero.
Costuma ser assintomático e é normalmente descoberto em exames de rotina. Não causa dores e, se cresce, o faz de forma discreta.
Quando sintomático, normalmente o é por conta de questões fisiológicas: o osso pode, por exemplo, comprimir partes moles, gerando atrito e dor.
Osteocondromas múltiplos
Bastante raros, tendem a afetar a minoria dos pacientes. São mais comum nos joelhos e têm grande volume, além de espessa capa de cartilagem.
Quais são as causas?
Ainda não há pesquisas conclusivas sobre o que pode causar essas alterações fisiológicas.
O que se sabe é que osteocondromas múltiplos são decorrentes de alterações genéticas, que podem ser transmitidos para homens e mulheres.
Assim, se o indivíduo possui pai ou mãe portador do problema, as chances de que ele o “receba” são grandes.
Esse quadro pode causar encurtamento da ulna (osso do antebraço), diferença do comprimento das pernas, e alteração nos ângulos dos joelhos (joelho “tesoura”, por exemplo).
Osteocondroma é perigoso?
Em geral, é um tipo de alteração benigna.
Se há crescimento da lesão de forma significativa em pouco tempo, no entanto, é preciso levar o paciente ao médico: podemos estar diante de um quadro de sarcoma, que é maligno.
Quaisquer aumento de protuberâncias corporais, desconforto físico, inflamação ou alteração de formato ou temperatura devem ser comunicados a um especialista.
Sintomas do osteocondroma
Na maioria das vezes o osteocondroma não dá sintoma nenhum e é descoberto por acaso, num raio-X feito por outro motivo. Quando aparece algum sinal, os mais comuns são:
- um caroço duro e indolor perto de uma articulação, principalmente no joelho, no ombro ou no quadril;
- dor ao fazer esforço ou ao apertar a região, quando a lesão roça em tendões e músculos;
- estalos ou sensação de algo “prendendo” ao mexer a articulação;
- formigamento ou dormência, se a lesão encostar num nervo;
- dor súbita depois de uma pancada, que pode indicar fratura da base da lesão.
Osteocondroma é câncer?
Não. O osteocondroma é um tumor benigno, ou seja, não se espalha pelo corpo. A transformação em câncer (o condrossarcoma) é rara na lesão única e um pouco mais frequente em quem tem osteocondromas múltiplos. Por isso, o acompanhamento com o ortopedista faz sentido mesmo quando não há sintomas.
Sinais de alerta que pedem avaliação rápida
- a lesão continua crescendo depois que a pessoa parou de crescer (fim da adolescência);
- surge dor nova, sem relação com esforço ou pancada;
- o caroço aumenta de tamanho em pouco tempo;
- a capa de cartilagem aparece espessa nos exames de imagem de um adulto.
Nenhum desses sinais confirma malignidade, mas todos justificam uma consulta e exames para esclarecer.
Diagnóstico e tratamento
De início, é feita uma consulta clínica. Nela, o médico fará a observação do caso e buscará saber um pouco mais sobre o histórico familiar e de saúde do paciente.
Exames de imagem, como radiografias simples, colaboram para que a identificação do problema seja mais rápida: vê-se rapidamente, atreladas aos ossos de grande extensão, a lesão ou lesões que compõem o quadro.
Outros procedimentos, como a tomografia computadorizada e a ressonância magnética, também podem ser solicitados.
O tratamento varia de acordo com a situação estabelecida. No caso da exostose única, não é habitual que haja intervenção cirúrgica.
A retirada de osteocondromas desse gênero só ocorre quando há dor, compressão de nervos, limitação de movimentos e similares. Os múltiplos, por sua vez, costumam ser removidos não só por finalidade estética, mas também para evitar que as deformidades ósseas se tornem mais incômodas. Por terem maior tendência à malignização, devem ser observados e cuidados com frequência.
Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder os seus comentários sobre esse assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ortopedista em São Luís!
O osteocondroma é o tumor ósseo benigno mais comum, geralmente detectado durante a infância ou adolescência. Na maioria dos casos, não exige tratamento imediato, mas o monitoramento ortopédico regular é indispensável para acompanhar o crescimento da lesão e identificar possíveis complicações. Em lesões próximas ao joelho, pode haver sintomas semelhantes aos da tendinite patelar, sendo importante diferenciá-las com exames de imagem adequados.
Perguntas frequentes sobre osteocondroma
Osteocondroma no joelho é comum?
Sim. A região ao redor do joelho, na ponta de baixo do fêmur e na ponta de cima da tíbia, é o local mais comum. Nessa posição a lesão pode irritar tendões e causar dor ao dobrar a perna ou praticar esporte.
O osteocondroma some sozinho?
Não some, mas costuma parar de crescer quando termina a fase de crescimento. Por isso muitos casos só precisam de acompanhamento com exames de tempos em tempos.
Quando é preciso operar?
A cirurgia é indicada quando a lesão causa dor, limita o movimento, comprime nervos ou vasos, prejudica a estética, ou quando há qualquer suspeita de crescimento anormal. A retirada é feita junto com a capa de cartilagem, o que reduz bastante a chance de voltar.
Criança com osteocondroma pode fazer esporte?
Na maioria dos casos, sim. O ortopedista avalia o tamanho e a posição da lesão e orienta se algum tipo de impacto ou contato deve ser evitado.
Leia também: Cisto ósseo: entenda o que é