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Artrose: sintomas, diagnóstico e tratamento em São Luís

Revisado por Dr. Henrique Rios, ortopedista (CRM-MA 5269 | RQE 954) · Atualizado em 18/10/2026

A artrose, também chamada de osteoartrite, é uma doença que pode causar dor, rigidez e limitação dos movimentos. Ela não envolve apenas a cartilagem: com o tempo, pode afetar o osso subcondral, a membrana sinovial, os ligamentos e os músculos ao redor da articulação.

Embora seja mais frequente com o avanço da idade, a artrose não é uma consequência inevitável do envelhecimento. Lesões anteriores, excesso de carga, alterações no alinhamento, fatores genéticos e algumas doenças podem aumentar o risco.

O Dr. Henrique Rios atende pacientes com dor e limitação articular em São Luís/MA, na Superclínica. Para agendar, ligue para (98) 3311-5555 ou fale pelo WhatsApp.

O que é artrose?

A artrose é uma doença de toda a articulação. A cartilagem que recobre as extremidades dos ossos pode perder espessura e qualidade, mas outras estruturas também participam do processo. Podem ocorrer alterações do osso situado abaixo da cartilagem, formação de osteófitos, inflamação sinovial de baixo grau e redução da força muscular.

Por isso, chamar a artrose apenas de “desgaste” é uma simplificação. Duas pessoas com alterações semelhantes na radiografia podem apresentar níveis de dor e limitação muito diferentes. O tratamento deve considerar sintomas, função, outras doenças, rotina e objetivos de cada paciente.

Quais articulações são mais afetadas?

A osteoartrite pode afetar qualquer articulação, mas aparece com maior frequência em:

  • Joelhos: dor ao caminhar, subir escadas, agachar ou levantar-se.
  • Quadris: dor na virilha, região lateral do quadril ou coxa, com perda de mobilidade.
  • Mãos: dor, rigidez e aumento de volume em articulações dos dedos e na base do polegar.
  • Coluna: alterações degenerativas podem coexistir com dor cervical ou lombar, mas nem toda alteração de imagem é a causa da dor.
  • Pés e tornozelos: frequentemente relacionada a trauma anterior, desalinhamento ou sobrecarga.

Principais sintomas da artrose

Os sintomas variam conforme a articulação e o estágio da doença. Os mais comuns são:

  • dor relacionada ao movimento ou à carga;
  • rigidez após repouso, geralmente de curta duração;
  • redução da mobilidade;
  • crepitação ou sensação de atrito;
  • inchaço recorrente;
  • perda de força e dificuldade para atividades cotidianas;
  • deformidade articular em casos avançados.

A intensidade da dor nem sempre acompanha o grau de alteração observado nos exames. Sono, condicionamento físico, força muscular, excesso de peso, ansiedade, contexto de trabalho e outras condições dolorosas podem influenciar os sintomas.

Quando a dor articular exige avaliação rápida?

Procure atendimento sem demora quando houver articulação muito quente e inchada, febre, vermelhidão intensa, incapacidade súbita de apoiar o membro, deformidade após trauma ou dor aguda muito forte. Esses sinais podem indicar infecção, fratura, luxação, crise inflamatória ou outra condição que não deve ser atribuída automaticamente à artrose.

O que causa a artrose?

A artrose costuma resultar de vários fatores agindo juntos. De forma didática, ela é dividida em dois grupos:

  • Artrose primária: aparece sem uma causa única identificável e está ligada à idade, à genética e à carga que a articulação recebe ao longo da vida.
  • Artrose secundária: surge depois de algo que alterou a articulação, como fraturas que atingiram a superfície articular, lesões de menisco ou ligamento, desalinhamentos (joelho varo ou valgo), displasia do quadril, infecções ou doenças inflamatórias.

Fatores de risco

  • Idade, principalmente acima dos 50 anos;
  • Sexo feminino, sobretudo depois da menopausa, em joelhos e mãos;
  • Excesso de peso, que aumenta a carga nos joelhos e quadris;
  • Lesões articulares prévias e cirurgias no joelho;
  • Trabalhos com agachamento, carga ou movimentos repetitivos;
  • Fraqueza muscular e histórico familiar.

A artrose na coluna e no quadril têm particularidades próprias. Veja artrose de coluna e artrose no quadril.

Como é feito o diagnóstico?

Em muitos adultos com quadro típico, o diagnóstico é predominantemente clínico. A consulta avalia localização da dor, duração, rigidez, limitações funcionais, histórico de trauma, força, mobilidade, estabilidade e alinhamento.

Radiografia

A radiografia pode mostrar redução do espaço articular, osteófitos, esclerose e deformidades. Ela é útil quando o resultado pode confirmar uma hipótese, excluir outras causas ou ajudar no planejamento do tratamento.

Ressonância magnética e outros exames

A ressonância magnética não é necessária para todas as pessoas com suspeita de artrose. Ela costuma ser reservada para casos com dúvida diagnóstica, sintomas atípicos, suspeita de lesões associadas ou planejamento específico. Exames de sangue não diagnosticam artrose, mas podem ser solicitados para investigar artrites inflamatórias, infecção ou doenças metabólicas.

Tratamento da artrose

Não existe um único tratamento adequado para todos. O objetivo é reduzir dor, recuperar função, preservar autonomia e permitir que a pessoa mantenha atividades importantes com segurança.

1. Educação e participação ativa

Compreender a doença, estabelecer metas realistas e adaptar temporariamente as atividades ajuda a reduzir medo e inatividade. Repouso prolongado costuma aumentar fraqueza e rigidez. O plano deve favorecer movimento progressivo, dentro de limites toleráveis.

2. Exercício terapêutico

Exercícios individualizados são um dos pilares do tratamento. Fortalecimento, atividade aeróbica e treino de mobilidade podem melhorar dor e função. É possível ocorrer desconforto leve no início; isso não significa necessariamente lesão. A progressão deve respeitar a resposta do paciente e, quando necessário, ser orientada por fisioterapeuta ou profissional habilitado.

3. Controle do peso quando indicado

Para pessoas com sobrepeso ou obesidade, a redução de peso pode diminuir sintomas e carga sobre articulações dos membros inferiores. O benefício tende a aumentar conforme a perda de peso se torna clinicamente relevante, sempre com estratégia segura e sustentável.

4. Medicamentos

Medicamentos podem ser considerados quando as medidas não farmacológicas não controlam os sintomas. A escolha depende da articulação afetada, intensidade da dor, idade, doenças cardiovasculares, função renal, risco gastrointestinal e outros medicamentos em uso.

  • anti-inflamatórios tópicos podem ser úteis, especialmente na artrose do joelho;
  • anti-inflamatórios orais exigem avaliação individual de riscos e uso na menor dose eficaz pelo menor tempo necessário;
  • analgésicos podem ser empregados em situações selecionadas;
  • opioides não devem ser uma solução rotineira para dor crônica por artrose.

Suplementos e chamados “condroprotetores” apresentam resultados inconsistentes nos estudos e não substituem exercício, controle de peso e avaliação adequada. A decisão deve ser discutida individualmente, sem promessa de regeneração da cartilagem.

5. Infiltrações

Infiltrações podem ser consideradas em situações selecionadas. Corticoide intra-articular pode proporcionar alívio de curto prazo em algumas articulações, mas não corrige a causa da doença e não deve ser repetido indiscriminadamente. Outras substâncias têm indicações e evidências variáveis. A decisão precisa considerar diagnóstico, articulação, estágio da doença, riscos e objetivos do paciente.

6. Órteses, bengalas e adaptações

Palmilhas, joelheiras, órteses, bengala e adaptações no trabalho ou em casa podem ajudar quando existe indicação funcional específica. Esses recursos não precisam ser usados por todas as pessoas e devem ser ajustados ao problema identificado.

7. Cirurgia

A cirurgia pode ser discutida quando dor, rigidez ou deformidade comprometem significativamente a qualidade de vida e o tratamento não cirúrgico bem conduzido não oferece controle suficiente. O procedimento depende da articulação e do problema. Em casos avançados de joelho ou quadril, a artroplastia pode ser uma opção. A indicação considera benefícios, riscos, expectativas e condições clínicas, não apenas a imagem.

Como prevenir ou retardar a artrose

  • Mantenha-se ativo e faça fortalecimento muscular regular, principalmente das coxas e do quadril;
  • Controle o peso corporal;
  • Trate adequadamente entorses, lesões de menisco e ligamentos;
  • Aumente a carga de treino de forma gradual e respeite a recuperação;
  • Procure avaliação se a dor articular persistir, em vez de conviver com ela por anos.

Para quem já tem a doença, reunimos medidas práticas em como aliviar os sintomas da artrose.

O que deve ser evitado?

  • automedicação prolongada com anti-inflamatórios;
  • abandono completo das atividades por medo de “gastar” a articulação;
  • promessas de cura ou regeneração garantida da cartilagem;
  • repetição de infiltrações sem diagnóstico e acompanhamento;
  • solicitação de exames sem uma pergunta clínica definida;
  • adiar avaliação quando há piora rápida, sinais inflamatórios intensos ou trauma.

Perguntas frequentes

Artrose tem cura?

Atualmente não há tratamento capaz de reverter todas as alterações estruturais da artrose. Entretanto, é possível controlar sintomas, melhorar força e mobilidade e manter boa qualidade de vida. Em casos avançados selecionados, a cirurgia pode oferecer melhora importante.

Quem tem artrose pode fazer atividade física?

Na maioria dos casos, sim. O exercício adequado é parte do tratamento. Modalidade, intensidade e progressão devem considerar a articulação afetada, o condicionamento e as limitações individuais.

A radiografia define a intensidade da doença?

Não sozinha. Alterações importantes podem existir com poucos sintomas, enquanto algumas pessoas têm dor relevante com alterações discretas. A decisão clínica combina sintomas, função, exame físico e imagem quando necessária.

Estalos significam artrose?

Não necessariamente. Estalos podem ocorrer sem doença. Eles merecem avaliação quando aparecem com dor persistente, inchaço, bloqueio, perda de força ou limitação funcional.

Artrose e artrite são a mesma coisa?

Artrose é uma forma específica de doença articular. “Artrite” é um termo amplo para inflamação articular e inclui condições como artrite reumatoide, gota e artrite infecciosa. O diagnóstico correto é importante porque os tratamentos são diferentes.

Artrose em São Luís: quando procurar um ortopedista?

Procure avaliação quando a dor persiste, limita caminhada, trabalho, sono ou exercícios, quando há inchaço recorrente ou quando os tratamentos já utilizados não estão funcionando. Uma avaliação individualizada permite identificar a origem dos sintomas e construir um plano compatível com sua rotina.

Atendimento na Superclínica, em São Luís/MA. Agende pelo telefone (98) 3311-5555 ou pelo WhatsApp.

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Referências

Leia também: Doenças Crônicas Ortopédicas: 5 Mais Comuns | Dr. Henrique Rios

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