Revisado por Dr. Henrique Rios, ortopedista (CRM-MA 5269 | RQE 954) · Atualizado em 14/10/2026
Espondilite anquilosante é uma condição inflamatória crônica, que ainda não tem uma cura definitiva. O problema manifesta-se nas articulações do chamado esqueleto axial, sobretudo do quadril, coluna, joelhos e ombros. No entanto, a inflamação acomete outras áreas do corpo, como os olhos, por exemplo.A patologia leva as vértebras a se fundirem, o que as torna menos flexíveis.

Por consequência, às vezes, a postura das pessoas acometidas pode se curvar para frente. Além disso, as costelas podem ser afetadas e é possível que haja dificuldade para se respirar profundamente.A causa do problema permanece desconhecida, porém estudos apontam um fator genético facilitador, nomeado HLA-B27. A porcentagem de indivíduos com espondilite que apresentam tal marcador genético alcança 90% nas nações escandinavas.
No Brasil, devido à miscigenação de etnias, a correlação está em cerca de 76%.
Quais são os sintomas da espondilite anquilosante?
Entre os sintomas recorrentes da espondilite estão:
- Dor intermitente na lombar;
- Dor na coluna;
- Rigidez matinal;
- Dor e edema nas articulações de joelhos, ombros e cotovelos;
- Dor atenuada pela prática de exercícios;
- Dor na região entre a pelve e a coluna vertebral.
O diagnóstico passa pela averiguação das queixas da pessoa acometida na consulta com o profissional de saúde. Para assegurar a comprovação, o médico pode pedir exames de imagem, como o raio-x e ressonância magnética, para identificar eventuais alterações em ossos e tecidos.
Como é possível tratar a condição?
O padrão ouro de tratamento para espondilite anquilosante consiste no uso de medicamentos para conter a inflamação e a evolução da patologia. Entre os fármacos prescritos com maior frequência estão os analgésicos, relaxantes musculares e anti-inflamatórios não hormonais. Costumam ser prescritos apenas na fase aguda da espondilite.Além disso, recomendam-se sessões de fisioterapia e exercícios para aprimorar a mobilidade das articulações atingidas pelo problema.
Se o indivíduo observar a conduta recomendada, é possível notar melhora significativa no quadro, ainda que a enfermidade não tenha cura.Conforme a severidade do caso, o especialista pode, ainda, indicar uma cirurgia. No geral, a operação é realizada quando o distúrbio atinge o quadril e é raramente necessária, se acontece na coluna.
Os resultados mais satisfatórios são alcançadas quando o diagnóstico é realizado de modo precoce.Quando o tratamento convencional não garante o efeito desejado, por vezes se sugere a terapia biológica.
Essa técnica consiste em injeções com medicamentos para atuar contra a inflamação, a dor e as mudanças imunológicas observadas nas pessoas afetadas pela espondilite.Ainda que a espondilite anquilosante tenda a ficar menos ativa conforme o tempo passa, os cuidados devem ser preservados por toda vida.
Com isso, torna-se possível garantir o bem-estar.Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ortopedista em São Luís!
Como diferenciar de uma dor nas costas comum
A dor da espondilite anquilosante costuma começar de forma gradual, geralmente em pessoas mais jovens, e tende a piorar com o repouso e no período da madrugada, com rigidez ao acordar. Muitas vezes melhora com o movimento e a atividade física, ao contrário do que acontece com outras dores na coluna.
Quando procurar avaliação
Vale buscar um médico quando a dor nas costas dura várias semanas, vem acompanhada de rigidez matinal prolongada ou não melhora com repouso. Em alguns casos, a doença também afeta outras articulações, os olhos ou o intestino, e por isso o acompanhamento pode envolver mais de uma especialidade, como a reumatologia.
Acompanhamento e qualidade de vida
A doença é crônica e o tratamento busca controlar a dor e a inflamação e preservar a mobilidade. A atividade física regular e o acompanhamento médico contínuo são parte importante do cuidado.
Resumo e orientações
Conversar com um ortopedista sobre espondilite anquilosante ajuda a definir o melhor caminho de cuidado para cada pessoa. Informação confiável sobre espondilite anquilosante evita atrasos na procura por atendimento.
Cada caso de espondilite anquilosante é diferente, e por isso a avaliação individual é importante. Conheça mais sobre o atendimento de ortopedia em São Luís. Para saber mais sobre a especialidade, consulte a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia.
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